Por Nidal al-Mughrabi GAZA (Reuters) - Soldados israelenses trocaram fogo com combatentes do Hamas na segunda-feira, mantendo a pressão militar sobre o grupo islâmico, mas evitando um confronto urbano total que complicaria os esforços diplomáticos em andamento para pôr fim à guerra em Gaza.

Profissionais da área médica afirmaram que o total de mortos palestinos desde o início da ofensiva israelense há 17 dias ultrapassou os 900 e inclui ao menos 380 civis. Israel diz que morreram três civis israelenses, atingidos por foguetes do Hamas, e 10 soldados.

Ao longo das frentes de batalha nos subúrbios da cidade de Gaza, soldados israelenses e militantes do Hamas se confrontaram em violentos combates.

Moradores e jornalistas locais disseram que as tropas e tanques israelenses tomaram posições em áreas abertas. Entre os alvos atingidos por ataques aéreos, estão as residências de líderes do Hamas, que, segundo Israel, continham estoques de armas.

As forças israelenses, no entanto, ainda não haviam iniciado o terceiro estágio da maior ofensiva contra militantes palestinos em décadas -- a investida dentro da cidade de Gaza e em outras áreas urbanas para conferir mais vigor à campanha aérea e à ofensiva terrestre.

Em uma entrevista coletiva em Washington, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse, ao responder a uma pergunta, que espera que a violência acabe antes de ele transmitir o cargo a Barack Obama, no dia 20 de janeiro.

"Sou favorável a um cessar-fogo sustentável, e a definição de cessar-fogo sustentável é o Hamas parar de disparar foguetes contra Israel", disse Bush. "Eu acredito que a escolha é do Hamas."

Ele afirmou que Israel tem o direito de se defender, mas deve estar atento às pessoas inocentes na Faixa de Gaza.

Israel lançou sua campanha com o objetivo declarado de pôr fim aos disparos de foguetes contra seu território e provocou críticas internacionais em razão das mortes de civis palestinos.

O Egito tenta intermediar um cessar-fogo. Para Israel, o acordo deve garantir que o Hamas não se rearme. O Hamas quer que Israel ponha fim à sua ofensiva por ar, terra e mar e suspenda o bloqueio à Faixa de Gaza, território controlado pelo grupo desde 2007.

A ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, candidata a primeiro-ministro nas eleições de 10 de fevereiro, disse que o bombardeio-surpresa na Faixa de Gaza e o início das operações em 27 de dezembro "restauraram a capacidade de dissuasão de Israel".

Programas matinais de rádio em Israel, no entanto, continuaram a ser interrompidos por alertas de "cor vermelha", anunciando ataques com foguetes em cidades onde os moradores tinham apenas alguns segundos para encontrar abrigo. Dez foguetes caíram na primeira metade do dia, de acordo com o Exército. Ninguém ficou ferido.

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