Terceira Intifada palestina é proposta no Facebook

Rede social na internet vem monitorando site árabe que convoca o povo para levante contra Israel

Nahum Sirotsky, de Israel |

ISRAEL - O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton previu o que já sabia quando disse que os EUA não interferirão na crise síria. A censura à imprensa no país é muito rigorosa. Nem Al Jazira, a televisão árabe com audiência internacional, nem al Arabiyah, talvez mais apreciada no mundo árabe, informam satisfatoriamente o que ocorre. Sabe-se sobre manifestações do povo, respostas duras das forças armadas com mortes de populares. Um nada quando comparado com a reação de Haffez Assad, pai de Bashar, atual presidente. Quando houve protestos numa cidade síria, milhares de populares foram massacrados e a calma voltou.

Os Assad são da numericamente insignificante seita alawita de cerca de 10 por cento da população síria que é majoritariamente sunita. E não são compatíveis.

A Síria tem pequena presença no mercado do petróleo. País de cerca de 22 milhões e 500 mil habitantes, pobre, porém, de grande importância estratégica. Seus aliados incluem o Hezbolá xiita, poderosa força militar que domina o sul do Líbano, e o Irã, cujas ambições nucleares são a grande preocupação dos países ocidentais. País algum se dispõe ao risco de se confrontarem com tais amigos.

Acredita-se que Assad acabará restabelecendo a tranquilidade no país. Os revolucionários estão sozinhos, sem aliados. Prevê que mudara seu ministério nos próximos dias como parte de sua estratégia de reconquistar o povo.

Aos israelenses, e, sentido ainda indefinido, os países ocidentais, a preocupação maior parece ser com o que vem sendo pregado para o próximo dia 15 de Maio, Nachba, o Dia da Tragédia como os árabes marcam a proclamação do estado de Israel em 1948.

O Facebook vem monitorando pagina em árabe que convoca o povo para uma Terceira Intifada, uma terceira revolução contra Israel. O Jerusalem Post soube que pedido de Israel para que seja suspensa não foi atendido. Sob o titulo de “A Terceira Intifada Palestina!”, propõe marcha supostamente pacifica de países vizinhos para dentro de Israel. Cerca de 350 mil seguidores da página já deram sua aprovação.

Líderes judeus de vários países qualificam a página de uso de tecnologia para promover violência. Facebook foi fundamental na revolução egípcia. Mas Mark Zuckenberg, um garoto americano, judeu, inventor de Facebook rejeitou o pedido. Seu porta voz foi citado na imprensa israelense dizendo que “queremos que Facebook seja um lugar onde as pessoas possam expor livremente seus pontos de vista respeitando o direitos e sentimentos dos outros.”

O Post, diário israelense em língua inglesa, cita muito o que afirma ter recolhido da pagina do FaceBook. ”O administrador da página autorizou uma citaçao do Hadith, coletânea de leis e tradições maometanas dizendo que 'A hora da redenção não virá até que Maometanos lutem contra os judeus e até que pedras e árvores digam: “O Maometano, um Judeu esta atrás de mim, mate-o!"

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