Secretário-geral da ONU deve propor Estado Palestino

Sugestão deve ser feita durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro

Nahum Sirotsky, de Israel |

Caberá a Ban Ki-moon secretário-geral das Nações Unidas, pedir ao Conselho de Segurança que aprove o estabelecimento do Estado Palestino independente, provavelmente nos primeiros dias da reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas. Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, encaminhará o pedido de reconhecimento pela Comunidade Internacional no dia da abertura da assembleia, 20 de setembro, com a segurança de obter a maioria necessária.

Ryiad al Maliki, ministro do Exterior palestino, já informou que os palestinos decidiram rejeitar todas as pressões e pedidos para não adotarem tal atitude qualificada de unilateral. Israel deixou claro que poderá se transformar num obstáculo decisivo para o processo de paz que está congelado. Os palestinos dizem que estão preparados com todos os meios necessários ao funcionamento de um Estado. E que não querem mais esperar pelos resultados de negociações que não avançam

O Fatah, Movimento de Libertação da Palestina, de Abu Mazen, firmou acordo de reunificação com o Hamas, Movimento Islâmico de Resistência. O Fatah administra a Cisjordânia. O Hamas tem o governo da Faixa de Gaza. Pelo entendimento entre os dois, rompidos há alguns anos, volta a existir legalmente um único governo palestino. Falta que este se transforme num fato concreto pela fusão das administrações e forças militares existentes.

Informado da intenção de Abu Mazen o delegado de Israel nas Nações Unidas,colocou a seguinte questão: “Em nome de quem será apresentada a resolução?”. O Fatah tem acordos firmados nos quais reconhecem como legal a existência do Estado de Israel. O Hamas proclama em sua Carta constitucional que objetiva a destruição do estado israelense. É qualificado de organização terrorista com a qual os países membros da ONU não podem manter relações. Por definição negociar com um governo que inclua o Hamas é impossível para Israel pelo simples motivo de não se poder negociar com quem não reconhece que existe.

Abu Mazen diz que o Estado será proclamado sem recorrer a violência. E que ele é o governo. Milhões de palestinos vivem espalhados pelo mundo árabe como refugiados. Com a influência das redes sociais não se pode garantir coisa alguma. Não faltam demonstrações de que as massas, mesmo desarmadas, nada temem. Até Israel vive agitação precitada pela força do FaceBook. O povo realiza protestos sem choques. Mas se não for entendido, quem pode prever o que acontecerá?

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