Paz, história para boi dormir

Não dá para prever solução da questão em prazo vizível

Nahum Sirotsky, de Israel |

Numa entrevisa a radio de Kampala, capital de Uganda, Abu Mazen disse que está sendo pressionado pelo que chamou de “pressões internacionais” para iniciar negociaçoes de paz diretas com Israel. Não há ministerio do Exterior que ignore que uma vez iniciadas negociações diretas não se anulam possibilidades de desentendimentos, o que se dificulta é o rompimento definitivo das tentartivas de se chegar a um acordo. A alternativa passa a ser condições para um conflito indesejavel. Abu Mazen, então, tem razao ao dizer quue “as negociações começam condenadas ao fracasso sem que haja um contexto favorável, uma base, uma moldura”.

No sábado o Conselho Revolucionario do Fatah, de Abu Mazen, de 122 membros, manifestou-se unanimente contra tais negociaçoes apoiando seu líder presidente da Autoridade Palestina, na posição que assume e defende. Ele reafirmou recentermente que a base, o ponto de partida tem de ser a aceitação por Israel das linhas de 1967 que separavam o mundo árabe do israelense.

O ano de 1967 entrou para a história das relações árabe-isralenses como o ano das dubiedades: oportunidades de paz e novas guerras. Foi a chamada Guerra de Seis Dias de junho, a terceira entre Israel e árabes. Israel ganhou em seis dias. Daí ter assumido terras que poderia trocar por paz. A troca, no caso, área palestina, não aconteceu. Parte dela foi ocupada por israelenses que nela se assentaram, cerca de 400 mil, criando cidades com toda a infraestrutura necessaria. Retorno o a linha de 67 abranje desde como tratar o caso dessses desses 400 mil e seus centros que represeentam um investimento de cerca de 18 bilhões de dólares, e com quem ficará o domínio de Jerusalém.

Há cerca de 5 anos Ariel Sharon, então chefe de governo, decidiu que separar judeus e palestinos poderia ajudar o processo de paz. Cerca de dois mil colonos assentados na área de Gaza chamada Gush Katif foram delas expulsos pela força. Praticavam e viviam de gricultura de sofisficada tecnologia. Até hoje não foram todos assentados satisfartoriamente em terrras de Israel própria, o que é boa ideia do tamanho de um problema de 400 mil. Não se imaginou uma solução factível para assentar tais 400 mil dentro de Israel própria.

Ariel Shsaron sofreu na época problema neurológico e está em vida vegetativa num hospital de Israel. Nem vivo nem morto. Esquecido do povo, onsistindo na hipótese de recuo de Israel a 67 Abu Mazen, experimentado político, deve saber que insiste no improvável.

Não dá para prever solução da questão em prazo vizível. E desde que surgiu Israel que no prazo se transformou num país moderno e potência econômica, científica e militar em 62 anos, dentro de seus 20 mil quilômetros quadrados (um Sergipe) tentam - se formulas de paz que se revelam inviaveis.

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