Palestinos reavaliarão processo de negociação com Israel

Governo brasileiro lamentou veto do Conselho de Segurança a projeto palestino que condena ocupações irregulares

Nahum Sirotsky, de Israel |

Os palestinos "reavaliarão todo o processo de negociações" de paz no Oriente Médio, após o veto dos Estados Unidos em um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenava o prosseguimento das construções de assentamentos israelenses, informou um funcionário palestino.

Nesta sexta-feira, a liderança palestina decidiu uma resolução ao Conselho de Segurança sobre a colonização israelense, apesar dos pedidos dos Estados Unidos para que não o fizesse.

Com o veto dos EUA, o Conselho de Segurança da ONU descartou a resolução palestina que condenava Israel pelas atividades de construção de centros urbanos na Cisjordânia. Apesar da oposição dos EUA, que argumentam que a interferência prejudicará as negociações entre palestinos e israelenses, palestinos podem recorrer a manifestações, semelhantes às que marcam os últimos dias dos países árabes. 

Em nota, o governo brasileiro lamentou que “o projeto de resolução sobre a ilegalidade dos assentamentos israelenses nos Territórios Palestinos Ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, não tenha sido adotado no Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

Após o veto americano à resolução palestina, Israel convocou nesta sexta-feira os palestinos a retomar as negociações sem condições prévias, após o veto americano a um projeto de resolução condenando a colonização israelense. "É um caminho curto entre Ramallah e Jerusalém, e todos os palestinos deveriam voltar à mesa de negociações sem condições prévias", disse o porta-voz do Mnistério das Relações Exteriores, Yigal Palmor, em um comunicado. “ó assim, e não através de uma decisão do Conselho de Segurança, será possível avançar no processo de paz de modo a beneficiar ambas as partes e servir à causa da paz e da segurança em toda a região".

Revolta

O mundo árabe está instável com protestos em diversos países. Entre os palestinos, a inquietação também cresce. Em Ramallah, na Cisjordânia, manifestações de jovens exigem que o Fatah, partido da Autoridade Nacional Palestina, adote todas as medidas póssiveis para uma reconciliação com o Hamas.

Separado do Hamas desde 2007, com o fim do governo de coalizão, o Fatah hoje governa cerca de 2,5 milhões de palestinos na Cisjordânia, área que se estende de Jerusalém até a margem ocidental do rio Jordão. Já o Hamas domina a Faixa de Gaza, uma estreita area de 400 km² entre Israel e o deserto do Sinai egípcio.

*Com AFP

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