ONGs tentam romper bloqueio de Gaza pelo mar

Frota tentará romper o bloqueio da marinha israelense em Gaza pelo mar

Nahum Sirotsky, de Israel |

AP
Polícia naval na Cidade de Gaza se prepara para chegada de frota com ativistas e suprimentos
Numa certa hora deste domingo, uma pequena flotinha de navios de vários tamanhos, vinda da Europa, depois de atravessar Gibraltar e Mediterrâneo, vai tentar romper o bloqueio de Gaza pelo mar. A marinha israelense, com forças estrategicamente distribuídas, tentará impedí-la. Para a multidão de civis, que inclui jornalistas e parlamentares, os marinheiros israelenses tem o compromisso assumido de não recorrerem a força. Não será fácil.

“O comboio é uma grande propaganda contra Israel que não permitirá que sua soberania seja ameaçada pela terra, mar e ar”, declarou o linha-dura Lieberman, ministro do Exterior. Em qualquer hipótese, seja de sucesso ou fracasso, trata-se de uma grande e bem imaginada operação de relações públicas que favorecerá o Hamas palestino.

A Frente Palestina de Resistência Islâmica domina os 400 quilômetros e um milhão e meio de palestinos, e são o poder de fato de Gaza, que assumiram expulsando as instituições da Autoridade Palestina dominada pelo Fatah e tendo Abu Mazen presidente eleito. O Hamas representa palestinos que querem um Estado Islâmico e repele reconhecer a legalidade e o direito de Israel existir, tendo o compromisso de destruí-lo. O Fatah aceita Israel com quem seu governo está negociando no momento um fim do conflito entre ambos.

O governo de Israel, que cerca Gaza do seu lado (o Egito fecha o cerco do lado do Sinai) afirma que “não há crise humanitária em Gaza, onde entram diariamente caminhões carregados do necessário e o simples fato de não existir noticia de fome é a comprovação”. Os organizadores da Flotilhas de Protesto rejeitaram proposta de Israel de descarregarem sua carga no porto de Ashdod, a distancia relativamente pequena de Gaza, do qual, depois de examinada para verificar se contém armas e munições, seria transferida em seguida para Gaza por terra.
Os navios estão a pequena distancia das águas territoriais israelenses. O plano de Israel é abordar os barcos e rebocá-las até Ashdod. Os tripulantes e passageiros serão entregues às autoridades de imigração. Tem permissão para entrarem em Gaza por terra. Os que persistirem na sua intenção de quebrar o bloqueio marítimo serão detidos e posteriormente extraditados.

“As forças armadas cumprirão a decisão das autoridades civis de não deixar passar a flotilha, que traz 700 pessoas”, comunica o Comando. E que Israel está consciente da repercussão negativa de sua reação. E diz que fazer cumprir a lei nem sempre agrada a opinião pública.

Na semana que começa, o chefe de governo de Israel, Bibi Netanyahu, vai a Paris para a reunião da OCDE, e, em seguida, a Washington a convite do presidente americano. A vida continua...

    Leia tudo sobre: GazaOngsIsrael

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG