Netanyahu responde a líder palestino

Chefe do governo de Israel, respondeu neste domingo que está "pronto a sentar com Abbas até que possamos anunciar sucesso"

Nahum Sirotsky, de Israel |

A declaraçao de Mahmoud Abbas (Abu Mazen), presidente da Autoridade Palestina, à televisão palestina de que "se Netanyahu for bem intencionado poderão chegar a um acordo de paz em dois meses” foi destacada por todas as mídias. Pelo que se publica da visita ao Brasil ele teve sucesso em mais esta passagem por Brasilia.

Acredita-se que pelo mundo árabe sabe-se que entre suas últimas decisões Lula cedeu terreno onde Abu Mazen lançou a pedra fundamental da sua embaixada na capital brasileira, a primeira residência a ser especialmente construída para a representação diplomática palestina no mundo.

Benjamin Netanyahu, chefe do governo de Israel, respondeu neste domingo que “estou pronto a me sentar com Abbas até que possamos anunciar sucesso”.

Abu Mazen declara que “não precisamos mais de negociações, precisamos de decisões”. E reafirmou que não tem a intençao de declarar a independência unilateralmente, o que implica em que admite negociações. Mas Saeb Erakat, professor universitário de ciência política e chefe do grupo de negociadores palestinos, informa que está em fase de detalhamento um projeto de resolução condenando as construções de assentamentos israelenses nos territorios ocupados, a Cisjordania e a Jerusalem oriental, a murada, a ser submetido ao Conselho de Segurança a qualquer momento.

A noticia foi da rádio de Israel, que diz que o anteprojeto foi entregue a apreciação da delegação palestina às Nações Unidas em Ramala, capital palestina, antecipa-se que urge outro canal, pois no CSN os americanos vetarão.

Sabe-se de esforço paralelo palestino para obter a maioria necessária na Assembleia Geral onde todos os países têm um só voto e ninguém tem o poder de veto.

É interessante e útil lembrar que dilema semelhante existiu em 1947 nos primórdios da ONU cujos associados seriam cerca de 70. Mas os Cinco do Conselho com poder de veto eram Estados Unidos, União Soviética, Grã-Bretanha, França e China, os vencedores da Guerra Mundial. Hoje essencialmente os mesmos.

Em 1947 convocou-se uma Assembleia Geral Especial presidida pelo gaúcho Oswaldo Aranha, diplomata e político que aprovou por 33 votos, então a maioria necessária para tornar mandatória resolução, no caso determinando a divisão do que então chamava-se Palestina em uma zona judia e outra árabe previstas para serem um Estado árabe palestino e outro judeu.

Os árabes rejeitaram a partilha que os judeus aceitaram. Logo explodia a primeira das muitas guerras entre árabes e judeus, juridicamente só existe paz entre Israel com Jordania e Egito. Com todos os demais países da Liga Árabe(52) existe uma especie de armistício.

Abu Mazen preve a declaraçao do estado palestino em 2011. Apostar nisto niguém aposta publicamenente.

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