Nakba, dia da tragédia palestina

Foi o dia de Nakba votar a partilha da Palestina entre judeus e árabes

Nahum Sirotsky, de Israel |

O clero muçulmano da Jordânia emitiu decreto proibindo a compra de produtos de Israel e ao mesmo tempo Ahmed Al- Armouti, diretor de sindicatos jordanianos, acusou Israel de pretender destruir a mesquita de Al Aksa construída há mais de mil anos no planalto da Colina do Templo, onde teria havido o Templo de Salomão e a tradição muçulmana é a de que marca o local do qual Maomé ascendeu aos céus onde começou a receber de Deus a revelação do Corção, o seu livro qualificado de último testamento. É o terceiro lugar mais sagrado do Islá depois de Meca e Medina.

Ele também acusou Israel de projetar expulsar todos os árabes palestinos. Num ato simbolico de tal posição centenas de muçulmanos fizeram uma fogueira num local central de Amã, capital da Jordânia, onde lançaram e queimaram produtos israelenses.

O decreto de 51 autoridades religiosas emitido afirma que se aplica a todos os muçulmanos que são obrigados a boicotar produtos de Israel e que “ todos devem apoiar a Jihad (entende-se como guerra santa) e apoiar os que vivem nos territórios ocupados que segmentos entendem incluirem as terras onde existe o estado judeu.  A Jordânia é um dos dois países árabes com acordo de paz com Israel. O Egito é o outro, mas em ambos existem forças se opondo a relações normais como econômicas ou culturais.

Foi o dia de Nakba estabelecido pelo falecido Yasser Arafar em 1998 para marcar as consequências da independência de Israel em 1948, poucos meses depois da ONU em assembleia geral realizada em 1947, presidida por Oswaldo Aranha, votar a partilha da Palestina entre judeus e árabes.

Os judeus aceitaram, mas os muçulmanos estimulados pela Liga Árabe rejeitaram. Começaram lutas entre os lados e a invasão de israel por tropas de sete países árabes que foram derrotadas. Foi o nascimento da questão dos refugiados, uma sucessão de guerras e um conflito que dura há 62 anos sem solução até hoje. Nakba, catástrofe, como os árabes chamam a independência de Israel que recordam com manifestações no estado judeu e em países árabes.

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