Israel será potência espacial

Governo deve aprovar programa que aumentarão investimos em pesquisa e desenvolvimento de equipamentos para Defesa do país

Nahum Sirotsky, de Israel |

O governo de Israel deve aprovar um programa de pesquisa e desenvolvimento para se transformar em potência espacial. As aplicações anuais de recurso para o setor serão multiplicadas.

Numa primeira etapa, Israel acredita que venderá US$ 8 bilhões anuais de plataformas espaciais. O país tem o tamanho de Sergipe e população próxima a do Rio de Janeiro. Sua principal cidade, Tel Aviv, tem cerca de 500 mil habitantes.

Os inimigos de Israel, porém, são milhões de pessoas em 52 países da Liga Árabe. Qualquer movimento destes inimigos – principalmente os grupos Hezbollah e Hamas – precisa ser notado a tempo. Daí a importância do programa, que prevê a instalação de plataformas e satélites que exigem tecnologia avançada.

O plano foi preparado pelo melhores cientistas e também por economistas. Israel é um dos poucos países do mundo com o conhecimento e a equipe capazes de criar satélites e colocá-los em funcionamento sem assistência científica ou tecnológica estrangeira.

Os economistas estimam que Israel poderá conquistar, de início, 5% de um mercado que movimenta US$ 250 bilhões. Já há negociações de colaboração com outros países, que se interessam especificamente no satélite Teestar, que obtém imagens em alta resolução mesmo na presença de nuvens e neblina.

Já foi decidido, porém, que certos componentes serão exclusivos das Forças de Segurança, pois manter a “visão” dos inimigos é fundamental na Defesa. Mas vender os satélites também é estratégico porque gera mais recursos que poderão ser investidos em mais pesquisas.

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