Controlador-geral pode derrubar 'Bibi' por ataque contra navio

Controlador-geral de Israel investiga postura do premiê Benjamin Netanyahu durante ação contra frota que levava ajuda a Gaza

Nahum Sirotsky, de Israel |

O controlador-geral do Estado de Israel, o juiz Micha Lindenstrauss, anunciou em pequena nota que decidiu examinar o processo de decisão do governo em termos de Inteligência (estudo, análise e interpretação de informações essenciais) e o plano de Relações Públicas colocado em prática após o ataque do Exército à frota de ajuda humanitária que teve trágicos resultados e negativos reflexos sobre o país.

Lindenstrauss enfatizou que não vai entrar nos aspectos militares, que estão sendo investigados pelas Forças Armadas. Ele também não vai examinar os aspectos legais que o governo pretende que sejam examinados por um comitê de personalidades israelenses de conceito internacional, reforçado pela presença de dois estrangeiros não-judeus igualmente conceituados.

O controlador-geral, pela lei israelense, tem poderes para examinar todos e quaisquer atos do governo israelense para verifica "se foram implementados respeitando os princípios de economia, eficiência, eficácia e integridade moral". Pela lei, suas conclusões são encaminhadas aos meios responsáveis por auditorias de forma a aprimorarem a administração das mais diversas áreas do governo israelense. O controlador-geral é independente e só deve satisfações ao Parlamento (Knesset). Lindenstrauss foi eleito em 2005 para um mandato de sete anos após presidir a Corte de Haifa.

Em sua investigação, Lindenstrauss pode concluir que Benjamin Netanyahu, chefe do governo israelense, e Ehud Barak, militar mais condecorado da história de Israel e atual ministro da Defesa, foram os responsáveis pela ação contra a flotilha, que acabou causando nove mortes. Consta que há um "jogo de empurra" de ambos para cima do chefe das Forças Armadas de Israel, o tenente-general Gabi Ashkenazi, aquele que repassa as decisões do poder político aos comandos militares e muito popular entre militares e civis.

Em 1973, passada a guerra de Iom Kipur, na qual as forças israelenses foram supreendidas, conclui-se que duas das maiores figuras do país eram culpadas. Golda Meier, primeira e última mulhere chefe de governo, e o general Moshe Dayan, o de tapa-olho e maior símbolo de heroísmo e imaginação estratégica do país desde antes de sua independência, em 1948. Ambos perderam suas funções e voltaram para casa no esquecimento. Este caso tem sido lembrado nestas horas.

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