Com protesto nas fronteiras, manifestantes mostram não temer Israel

Eventos organizados por meio do Facebook para lembrar Nakba foram os mais violentos dos últimos anos, com 15 mortos

Nahum Sirotsky, de Israel |

Ao marchar para as fronteiras de Israel desde a Síria, Líbano e Faixa de Gaza, manifestantes palestinos e seus simpatizantes mostraram, no domingo, não temer as forças de segurança de Israel.

Os eventos de domingo marcando o Dia da Nakba (Catástrofe) - termo que os palestinos usam para descrever sua derrota e deslocamento na guerra durante a formação do Estado de Israel, em 1948 - foi trágico, com 15 mortos (incluindo mais duas confirmadas nesta segunda-feira) e mais de 200 feridos.

O dia 15 de maio é lembrado como de luto desde os tempos em que o líder Yasser Arafat (morto em 2004) tinha a liderança dos árabes palestinos na Faixa de Gaza e Cisjordânia. E sempre foi marcado por violentas manifestações em protesto pelo êxodo de centenas de milhares desde a primeira guerra entre o Estado que nasceu e soldados de vários países arabes convencidos de que poderiam destruí-lo.

Com o Facebook utilizado como ferramenta para encorajar nova revolta e para divulgar plano de ação, o Nakba deste dia 15 foi o mais violento da história. Os palestinos seguiram o exemplo dos egípcios na revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro. Realizaram protesto em quase todas as fronteiras, com exceção da do Egito, que impediu a chegada dos manifestantes à sua divisa com Israel.

No entanto, as forças israelenses não recorreram tanto ao uso de munição real, do contrário poderia ter havido um massacre e consequências negativas para Israel. Na verdade, Israel não poderia deixar de responder com energia, pois se tratava de defender suas fronteiras e, talvez, existência.

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