Com Copa chata, nova frota humanitária dá frio no estômago

Chegada de nova frota com ajuda para a Faixa de Gaza causa inquietação em Israel

Nahum Sirotsky, de Israel |

Tem sido necessária muita paciência. Os jogos da Copa do Mundo não oferecem emoções. Não há ninguém para ser a alegria do povo. Só a atenção sobre o conflito dá o frio no estômago.

Em Jerusalém, a competição é mais interessante. O Shin Bet, serviço secreto israelense de âmbito nacional (o Mossad se dedicao ao internacional) informou a Comissão Parlamentar de Defesa e Relações Internacionais de Israel que a Frente Islâmica de Resistência, o Hamas, está competindo com a Autoridade Palestina, o Fatah, na compara de terrenos e imóveis na área municipal de Jerusalém Oriental. Não foi explicado o objetivo, mas imagina-se que seria para influenciar a população árabe do local.

Não se pode proibir os negócios, mas a vigilância dos serviços secretos de ISrael é permanente. Yuval Diskin, diretor do Shin Bet, afirmou que o Hamas, que domina Gaza, continua se armando com armas de produção local contrabandeada por incontáveis túneis. O arsenal, afirma ele, já contém cinco mil mísseis com alcance de 40 quilômetros que, portanto, podem atingir importantes centros urbanos e objetivos da grande importância estratégica e até maiores distâncias.

E o que acontecerá com a pequena fronta que saiu ou estaria para sair do Líbano para tentar romper o bloqueio marítimo israelense a Gaza? Isto pode aumentar as já existentes tensões. Israel se reserva o direto, sob lei internacional, de empregar todos os meios para impedir que rompam o bloqueio. A embaixadora de Israel nas Nações Unidas (ONU) declarou que "os organizadores da flotilha desejam ser mártires", o que pode significar a decisão de resistir a abordagens. O Hezbollah, o "Partido de Deus" assentado no sul do Líbano e norte de Israel, insiste que não tem nenhuma participação na operação. Não quer provocar reação israelense.

A notícia é que o navio Miriam (Maria, em hebraico) virá com mulheres cristãs e muçulmanas acompanhando a carga, que seria de materiais e equipamentos para tratamento de câncer. Samar al Hadji, organizador da pequena frota, afirmou que as ameaças de Israel tiveram o efeito de aumentar o número de voluntários.

Os barcos já saíram ou devem sair em breve de Trípoli, no Líbano. Devem enconstar no Chipre e fazer sua tentativa de furar o bloqueio nesta semana. Neste tipo de notícia, só se pode confirmar ou desmentir segundo os acontecimentos. Mas se for confirmada, não é provável que os barcos passem. O resto é imprevisível.

    Leia tudo sobre: IsraelFaixa de Gaza

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG