Casa Branca dobra Benjamin Netanyahu

Segundo imprensa israelense, bloqueio à Faixa de Gaza deve ser revisto

Nahum Sirotsky, de Israel |

Enviados pessoais de Benjamin Netanyahu à Casa Branca na quarta-feira ouviram que o bloqueio israelense à Faixa de Gaza não pode continuar na sua atual forma. Precisa mudar. E a imprensa isralense afirmou nesta quinta-feira que assim será feito.

O bloqueio naval à Faixa de Gaza sera menos rigoroso e Netanyahu estaria aberto à discussão de solução criativas, não explicadas até o momento, "para o monitoramento dos bens que entram em Gaza". O foco seria sobre todos os meios possíveis de se contrabandear mísseis e morteiros, pois o governo israelense não quer "Gaza transformada em porto iraniano".

Os enviados de Netanyahu teriam informado ao representante do Conselhode Segurança Nacional dos EUA que Israel aceitaria a participação de entidades internacionais no bloqueio. Afirmaram também que desejam que toda e qualquer decisão a respeito considere os efeitos sobre a segurança israelense.

Tensão na sexta-feira

As organizações árabe-israelenses e o movimento judeu "Paz Agora" estão convidando a população para protestos nesta sexta-feira e há a previsão de que milhares compareçam.

Haverá manifestações para marcar e protestar contra os 43 anos desde a ocupação de territórios palestinos na vitória militar de Israel em 1967, a Guerra dos Seis Dias em junho. Os Comitês Populares Palestinos informaram os locais em que haverá concentração de manifestantes. São aldeias árabes situadas na Cisjordânia palestina. A nota adianta que muitas organizações judaicas participaração do evento, que é anual, mas que tende a ter maior presença devido à morte dos ativistas da flotilha que tentou romper o bloqueio à Faixa de Gaza.

Ministros da Autoridade Palestina, líderes de partidos árabes e representações de esquerda de Israel participarão e discursarão durante o protesto. A concentração para a manifestação foi marcada para 12h30, horário em que terminam as preces muçulmanas nas mesquitas. Sexta-feira é o último dia da criação no calendário muçulmano e dia de preces.

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