Cadeia para o Hezbolah no Egito

O atentado fracassado no centro de Nova York relegou a plano inferior o frcasso no Egito

Nahum Sirotsky, de Israel |

O Talebã (estudantes na língua pashtu) do Paquistão assumiu o fracasso em Nova York. Nasrallah, líder do Hezbolah libanês, reagiu com a maior fúria ao que fizeram com sua gente. Toda uma célula de 26 indivíduos foi apanhada a tempo e condenada a penas de prisão. A tentativa dos xiitas libaneses foi qualificada de mais um episódio da competição entre o Egito árabe e o Irã persa pela liderança do mundo muçulmano do Oriente Médio. Israel não conta. Apesar das boas relações com o Cairo, tem sempre repetida a ameaça iraniana de apagá-lo. É um caso todo especial. Num certo sentido, nunca admitido, é a existência de Israel como garantia americana de se opor por todos os meios a ambição iraniana.

Nasrallah, que só fala à sua gente e povo por vídeos, esconde-se com receio de ser assassinado pelos serviços secretos israelenses, condenou o Egito pelo que fez aos “mujahin" (guerreiros) que apenas tentavam ajudar os mujadin de Gaza. Mas prometeu tentar a liberdade dos seus soldados por meios diplomáticos. As diferenças entre o Hezbolah xiita e o Egito sunita (as duas maiores seitas muçulmanas) acentuou-se durante a guerra de Israel com o Hamas de Gaza. O Egito fechou a saída de Gaza para o Sinai, o que foi uma ajuda indireta a Israel, que entrou pelo lado oposto. Israel e Egito cercam Gaza. A mídia egipcia controlada pelo governo partiu para cima de Nasrallah, chamando-o de falso sheik, o que equivale a falso mestre e “filho do lixo".

O juiz egípcio Adel Salam Goma afirmou ter condenado os 26 do Hezbolah por planejarem ataques em solo egípcio e até alvejar navios cruzando o canal de Suez. Mas não se proclamou esta acusaçao com ênfase, pois tudo o que pareça favorável ao Ocidente tem aberto protestos do povo. Mas o valor propagandistico do caso para o Irã foi o de demonstrar que pode fechar o canal se quiser. O Canal não é vital para Israel, mas representa importante receirta de bilhões para o Egito. Cita-se existirem provas de fortes laços entre o Hezbolah e o general Bagherzadeh, delegado da Guarda Revolucionária do Irã em Beirut.

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