Americanos compromissados com palestinos

EUA estão dispostos a chegar a um acordo entre palestinos e israelenses; negociações serão mediadas por enviado americano

Nahum Sirotsky, de Israel |

A decisão palestina de retomar negociações resulta de firmes compromissos americanos que incluem assegurar que serão suspensas todas as atividades de construções nos territórios ocupados, estando implícita a inclusão de Jerusalém oriental que os palestinos reivindicam para capital de seu futuro estado independente.

Nem todas as promessas feitas são conhecidas. Mas Yasser Rabbo, secretário geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP) que deu o sinal verde a Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, para voltar a negociar, revelou que foi previsto que Washington adotaria medidas decisivas que ele não explicou quais, caso Israel efetue provocações, no caso subentendidas, como ignorar quaisquer dos compromissos assumidos por via americana.

Em Gaza, o Hamas, a Frente Islâmica de Resistência Palestina, qualificou a decisão da OLP de “punhalada nas costas”. Afirmou que a OLP não representa os palestinos. E, segundo afirmou seu porta-voz, acredita que “as negociações serão inúteis, fracassarão e darão aos israelenses cobertura para construção de mais assentamentos”.

Saeb Erekat, chefe do grupo palestino negociador, lembrou aos israelenses que “tem de escolher entre um acordo de paz e o empreendimento que são os assentamentos”. Os assim definidos centros onde vivem cerca de 350 mil israelenses em áreas reclamadas pelos palestinos como suas.

Abu Mazen declarou que lhe foi prometido que Israel nada fará que possa significar provocação, que justifique nova suspensão de negociações, que serão indiretas e pelo sistema de proximidade. Aparentemente, suspensão de atividades de construção na parte de Jerusalém onde a maioria e de árabes palestinos não foi claramente incluída nas promessas americanas. São dos chamados detalhes não revelados.

O presidente palestino denunciou o Hamas pelo que afirmou estar contrabandeando armas para palestinos que apoiam o grupo islamita. E depois de dizer que não pretende recorrer a força na defesa de suas posições face a Israel manifestou preocupação com as intenções do Hamas, inimigo mortal do estado judeu. O segmento armado do Hamas na área de Autoridade Palestina, a Cisjordânia, equivale a que Israel tenha o inimigo tão perto quanto uma esquina.

Obama decidiu que a retomada das negociações é para valer. Seu enviado volta domingo a Washington para um relato pessoal do quadro. O governo americano deve anunciar quando serão reiniciadas e quem virá para ser o mensageiro entre os lados, e quais poderes terá o mediador. Ele não admite fracasso.

E em ocorrendo, imagina-se em certos círculos, que poderia até ameaçar sair do campo. Dias de grandes emoções estão para serem vividos.

    Leia tudo sobre: Palestinosisraelensesoriente médioacordo de paz

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG