Diante de crise no Egito, presidente da Autoridade Palestina anuncia eleições na Cisjordânia, apesar de oposição do Hamas em Gaza

O presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, convocou eleições municipais palestinas para 9 julho. O Hamas, no entanto, se opôs ao chamado e respondeu que não haverá eleição em Gaza até que os dois grupos cheguem a um acordo de reconciliação.

Enquanto Abbas governa a Cisjordânia, onde vivem cerca de 2,5 milhões de palestinos, o Hamas domina Gaza, onde habitam 1,5 milhão de palestinos. Eles romperam o governo de coalizão violentamente em 2007, quando o Fatah foi expulso de Gaza.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhun, respondeu ao primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, economista de renome internacional, que a decisão de Abbas não tem valor porque foi emitida por um governo que perdeu sua legitimidade. Ele afirmou também que as eleições foram convocadas para abafar o escândalo com a divulgação de documentos pela Al-Jazeera, rede de TV árabe baseada no Catar, que revelou inaceitáveis concessões palestinas aos israelenses..

Porta-voz de Abbas, Ghassan Khatib disse que as eleições serão realizadas mesmo que limitadas apenas à Cisjordânia. A eleição estava programada para julho do ano passado, mas um desacordo dentro do Fatah sobre quem seria o candidato provocou o adiamento um mês antes do dia das eleições. Em dezembro, um tribunal determinou que a Autoridade Palestina tem de permitir que as eleições sejam realizadas.

A decisão para estabelecer uma data para as eleições foi amplamente vista no território como sendo consequência dos protestos no Egito, que buscam encerrar o governo de 30 anos do presidente Hosni Mubarak. No sábado, forças de segurança palestinas dispersaram centenas de manifestantes na Cisjordânia que gritavam palavras de ordem contra Abbas.

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