Conflitos internos tensionam o Oriente Médio

Por Nahum Sirotsky - Correspondente em Israel |

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Egito, Israel, Irã, Iraque e Síria vivem a ameaça latente do Estado Islâmico

Não basta chamar o Oriente Médio de região complexa. O mais correto é dizer que é confuso.

Por exemplo, há no Egito 1800 pessoas condenadas à morte. A personalidade mais importante na espera do cumprimento da sentença é Mohamed Morsi, ex- presidente. Curiosamente, não houve reação forte do povo.

Morsi parece convencido de que o mandado não será executado. Enquanto isso, o Cairo tenta se reorganizar, retomando as normalidades política e econômica. Existe uma combinação de medo e indiferença do povo, em relação ao novo governo. Aguarda-se os novos acontecimentos.

Os Estados Unidos gastaram bilhões de dólares no Iraque. O balanço indica uma perda total. Nestas horas, o Estado Islâmico está cercando Bagdá e conquista regiões petrolíferas.

A pretensão de impor reino único no Mundo Árabe cresce em apoio a cada dia, pois projeta-se vitórias próximas. No Alcorão, diz que "um muçulmano não pode fazer correr o sangue do outro". No entanto, acontece o contrário. Com isso, impõe-se o medo.

Na Síria. o EI, sunita, vai se impondo, enquanto que o presidente Bashar Al-Assad, alauíta, teria entendimentos com a Al Qaeda e grupos ocidentais, para aquisição de armamentos. Por outro lado, reduziram apoios militares para ataques aéreos, contra os radicais.

Al Assad tem acordo de cooperação com o Irã, potência militar xiita. As negociações entre Estados Unidos e Teerã, sobre o projeto atômico, ainda não foram concretizadas.

Há poucos dias, o presidente Barack Obama explicou que Ali Khamenei, aiatolá supremo iraniano, é um antissemita. Israel, para se proteger dos inimigos ao redor, gasta boa parte de seu orçamento com o exército. Por enquanto, há relações normalizadas com Egito e Jordânia.

O que existe, em geral, é falta de confiança, instabilidade. Ninguém deseja a guerra que seria a mais destruitiva de todas. O exemplo de Índia e Paquistão, na corrida nuclear, ludibriou o Ocidente.    

*Colaborou Nelson Burd

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