Crises no Oriente Médio podem decidir presidenciáveis nos EUA

Por Nahum Sirotsky - Correspondente em Israel | - Atualizada às

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Conflitos no Iêmen, guerra civil síria e avanço nuclear do Irã são fatores determinantes nas eleições; Hillary Clinton

Os recentes acontecimentos no Iêmen podem sinalizar que o Oriente Médio vai ser uma questão central nas eleições dos Estados Unidos no ano que vem. Sem contar com a sequência da guerra civil síria e o avanço nuclear iraniano.

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Hillary Clinton vai concorrer novamente em 2016 (Arquivo)
Reuters
Hillary Clinton vai concorrer novamente em 2016 (Arquivo)

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Aparentemente, a questão de idade não é revelante aos democratas que iniciam sua corrida presidencial. Hillary Clinton, secretária de Estado no primeiro mandato de Barack Obama, completou 68 anos. John Kerry, que deve anunciar sua candidatura em breve, tem 71.

Hillary se preparou para o grande pulo durante os últimos sete anos, quando seus eleitores ainda lamentavam sua derrota na disputa contra Obama. Realizou excepcional trabalho na Casa Branca até 2012. Kerry, que deve se postular em breve, teve alguns fracassos marcantes no cargo que ocupa. E ainda perdeu, em 2004, as presidenciais para George W. Bush. 

A mulher de Bill Clinton tem conceito elevadíssimo junto à população e leva vantagem, que pode ser decisiva, como primeira mulher americana a confirmar uma candidatura. O Movimento Feminista dos Estados Unidos é muito forte. Ambos terão vários meses para lutar pela vaga. Kerry chegará com experiência recente de estar nas manchetes dos principais jornais do mundo.

A linha adotada por Obama, no segundo mandato, é caracterizada pelo empenho em reduzir ao mínimo a intervenção em novas guerras. Está sendo um pacificador. Kerry e Hillary seguem este pensamento. Os americanos, que manifestam recuperação na economia, vão decidir se preferem o bem estar interno dos democratas, ou a força militar externa, dos republicanos.

*Colaborou Nelson Burd

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