Premiê israelense visita os EUA de olho nas eleições legislativas de seu país

Por Nahum Sirotsky - Correspondente em Israel | - Atualizada às

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Sucesso de Benjamin Netanyahu no discurso em Washington pode mudar os rumos das eleições israelenses de 17 de março

A visita do premiê israelense Benjamin Netanyahu aos EUA revela os lados políticos opostos dos dois países. Fato que, até hoje, não havia sido escancarado.

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Bandeiras israelenses asteadas no bairro de Ulpana, no assentamento da Cisjordânia (arquivo)
AP
Bandeiras israelenses asteadas no bairro de Ulpana, no assentamento da Cisjordânia (arquivo)

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O Likud, partido da situação em Israel há seis anos, tem amizade histórica com os republicanos americanos. Assim como os trabalhistas de Israel sempre fecharam com os democratas do presidente Barack Obama.

Vive-se clima eleitoral em Jerusalém. No dia 17 de março, Netanyahu tentará seu terceiro mandato seguido, quarto no total. Convidá-lo para discursar no Congresso em Washington pode, sem dúvida, influenciar no resultado do pleito. Tudo vai depender do sucesso de sua oratória.

Nos EUA, o partido Democrata comanda o Executivo desde 2008, mas perdeu a maioria legislativa para os republicanos. Obama evita contato próximo com o Gabinete Israelense nos últimos tempos exatamente por respeitar o "fair play" das eleições.

Susan Rice, assessora da Casa Branca, vai mais além, dizendo que "que um alto grau de partidarismo, que nunca houve, pode ser destrutivo para as relações entre as nações amigas".

O Executivo americano, através do secretário de Estado, John Kerry, busca aproximação com o Irã para enfrentar um perigoso inimigo comum: o Estado Islâmico. Analistas israelenses dizem que Netanyahu poderia criticar este nova aliança no Congresso norte-americano denunciando, outra vez, o projeto atômico de Teerã.

O conteúdo do discurso é mantido em segredo. Não pode-se afirmar que Barack Obama será alfinetado. Mesmo que os dois governos balancem a amizade histórica entre Israel e Estados Unidos, o premiê de um é convidado de honra no Congresso do outro.

*Colaborou Nelson Burd

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