Embates entre Irã e Israel na Síria e Argentina

Por Nahum Sirotsky |

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Nesta quarta-feira, um palestino esfaqueou doze pessoas em um ônibus. Na Argentina, um promotor morreu enquanto investigava uma explosão. Cidadãos do Irã são acusados

Renova-se a tensão no Oriente Médio. Domingo, Israel bombardeou a cidade de Kuneitra, fronteira com a Síria. Doze pessoas morreram, incluindo seis ativistas do grupo Hezbollah e seis iranianos. Dentre eles, o general Ali Allah Dabi. Ainda não houve resposta direta. 

O exército israelense está atento na região norte. Vias públicas foram fechadas, para facilitar o trânsito militar. O chefe do Estado Maior, Beny Gantz, suspendeu viagem ao exterior. Entretanto, o terrorismo se manifestou, em área central. 

Quarta-feira, às sete horas da manhã, em Tel Aviv, um palestino, de Tulkarm, esfaqueou doze pessoas, dentro de ônibus público. Um oficial penitenciário, que estava no local, baleou o criminoso na perna e conseguiu prende-lo. Nenhuma organização assumiu a autoridade do atentado. O Hamas divulgou nota oficial parabenizando o autor pelo "heroísmo". 

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Ferido é tratado por paramédicos após ter sido esfaqueado em Tel Aviv, Israel
AP
Ferido é tratado por paramédicos após ter sido esfaqueado em Tel Aviv, Israel

Além da preocupação com a segurança interna, Israel observa os vizinhos regionais. Canal 2, da televisão local, divulgou míssel iraniano capaz de atingir países europeus. Segundo a reportagem, "o artefato pode lançar um satélite no ar, ou um material atômico". A morte do general Ali Allah Dabi disparou o sinal de alerta. 

Israel teme o projeto nuclear do Irã. O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad afirmou, várias vezes, "que varreria o Estado Judeu do mapa". O premiê Benjamin Netanyahu foi à ONU e denunciou o avanço persa, no processo de enriquecimento de urânio.

Longe daqui, na Argentina, a morte do promotor Alberto Nisman é outro ponto que esquenta os ânimos entre israelenses e iranianos. Ele investigava a explosão ocorrida no prédio da Associação Israelita Argentina (AMIA), em 1994. Acusam cidadãos do Irã de planejamento e execução do ato terrorista. 

A comunidade judaica não aceita a versão de suicídio. A própria presidente argentina, Cristina Kirchner, suspeita de acobertar os acusados, publicou em seu blog que "Alberto não se matou".

*Colaborou Nelson Burd

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