Protestos no Egito e demissões no governo de Israel sacodem o mundo árabe

Por Nahum Sirotsky - Correspondente em Israel | - Atualizada às

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Hosni Mubarak, derrubado na Primavera Árabe, foi inocentado enquanto premiê de Israel demitiu ministros e chamou eleições

Os últimos dias foram surpreendentes para o universo árabe. Hosni Mubarak, ex-presidente do Egito derrubado durante a Primavera Árabe, não foi condenado pela justiça local. Saiu livre depois de anos recolhido em hospital tratando de um suposto câncer.

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Reuters
Mulher durante protesto contra o ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, no Cairo (2/12)


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Atual presidente do Egito, o general Abdul Fatah Khalil Al-Sisi comentou que "se ele fosse derrubado, seu primeiro ato seria o de exilar-se" para salvar a própria vida.

Mubarak governou por cerca de 30 anos. O Cairo vive período de relativa tranquilidade desde então. Mas, os beduínos do deserto do Sinai continuam criando problemas. A região, antes magnífica atração turística, deixou de ser fonte de renda.

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Em Israel, o premiê Benjamin Netanyahu sacudiu o país ao comunicar o desmentelamento de seu gabinete e convocar novas eleições para março. Os ministros da Fazenda, Yair Lapid, e da Justiça, Tzipi Livni, foram demitidos e saíram da coalização. Com isso, são 24 cadeiras a menos na conta do governo, que perdeu a maioria no parlamento.

A instabilidade política resultou em grande elevação do câmbio do dólar, mas alguns comentaristas insistiam que se tratava de consequência da melhora da economia americana. Netanyahu tentará seu quarto mandato, o terceiro consecutivo. Pesquisas de opinião indicam seu favoritismo.

A convocação de eleições para março inclui previsão de um período inquieto na vida de Israel. Quadro que se manifesta inclusive no progresso do Estado Islâmico, cujo programa é o de assumir o poder central no mundo árabe. A sangria continua no Iraque e Síria.

Já a Comissão de Energia Nuclear marcou para julho novos encontros com o Irã com a intenção de convencê-lo a desistir do sonho de virar potência atômica. Os iranianos ainda não aceitaram esta hipótese, mas asseguram aos Estados Unidos todo seu apoio para uma derrota definitiva do partido do Califato.

*Colaborou Nelson Burd

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