Força nuclear iraniana preocupa premiê de Israel

Por Nahum Sirotsky - Correspondente em Israel |

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Negociações da Comissão de Energia Nuclear, em Viena, prosseguem há meses, sem resultados para o impasse nuclear

A crise do Irã é a segunda que acompanho em minha vida profissional. Ambas podem ser classificadas de extremamente ameaçadoras. Durante a Segunda Guerra Mundial, o rei persa, pai do xá que veio a ser amigo do Ocidente, simpatizava com o nazismo.

Um dos objetivos da Alemanha de Hitler, ao desembarcar na África do Norte, era o de atravessar o Egito e seguir à Pérsia, para assumir o controle das fantásticas reservas petrolíferas de então. Depois, expandir até a Índia e confirmar a conquista do mundo.

A área curda, que cobria grande parte da região do petróleo, foi transformada no Curditão, um novo país que a Alemanha teria de cruzar, enfrentando forças soviéticas. Os alemães acabaram derrotados na África do Norte e não foram adiante.

Reuters
Irã

Ingleses e americanos resolveram extinguir o Curdistão, sem recorrer à força contra o monarca persa. A URSS não apoiava intervenções em países independentes. Assembleia do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, discutiu toda esta problemática, que antecedeu a Guerra Fria.

Agora, o Irã é governado por grupo religioso, decidido a transformá-lo em potência atômica, através de ciência avançada, adquirida durante o mandato do xá. Segundo a insistência israelense, não falta muito para os persas chegarem à bomba atômica. Somam a isso, o fato do desenvolvimento de sistema avançado de lançamento de mísseis que, tudo indica, terá longo alcance.

As negociações da Comissão de Energia Nuclear, que funciona em Viena, prosseguem há meses, sem resultados concretos. Israel, obviamente, teme um Irã atômico. O mesmo receio domina a Liga Árabe, que não se expõe, para não provocar reação dos Aiatolás, muçulmanos, mas não árabes.

O pequeno Israel, de 20 mil quilômetros quadrados, é de tamanho insignificante, quando comparado ao Irã. Os 8 milhões de israelenses são poucos, perante a população iraniana. O Ocidente empenha-se em solução que evite a guerra. O premiê Benjamin Netanyahu está de olho. Bastaria uma bomba para destruir grande parte de seu país. O presidente americano, Barack Obama, prefere um fim pacífico.

*Colaborou Nelson Burd

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