Ameaça de terceira Intifada deixa Estado Islâmico em segundo plano

Por Nahum Sirotsky - Correspondente em Israel | - Atualizada às

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Reunião marcada entre o rei da Jordânia, o premiê israelense e o secretário de Estado americano tentou apaziguar os ânimos

Depois de Israel e Estados Unidos, o país com maior população judaica do mundo é a França. 

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Reuters
Israelenses em bonde de Jerusalém (11/11)

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Preocupados com o antissemitismo crescente e ataques violentos a instituições, membros desta comunidade têm procurado novos horizontes.

Um dos principais destinos é o balneário de Netanya, 20 minutos ao norte de Tel Aviv. A chegada de franceses aqueceu a economia local com a especulação imobiliária. Muitos profissionais liberais preferem manter escritórios e consultórios em Paris, pois o Euro vale quase cinco vezes mais do que o Shekel Novo, mas trazem seus filhos para estudar em Israel, fixando residência.

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Uma hora e meia distante de Netanya, a capital Jerusalém vive momentos de tensão. A cada parada do trem urbano de superfície, guardas da segurança pública fazem vigília.

A população vive o medo da repetição de atentados, ocorridos nos últimos dias. Ao mesmo tempo que a existência de Israel significa um porto seguro aos judeus do mundo, em situações extremas, o cotidiano jerusalmita atual está longe de ser um mar de tranquilidade.

Reunião marcada entre o rei da Jordânia, Adballah II, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, e o secretário de Estado americano, John Kerry, pretendeu apaziguar os ânimos entre árabes e judeus. Adballah e Kerry querem avanços nas conversações de paz entre israelenses e palestinos. Netanyahu e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, nunca pareceram tão distantes como agora.

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Evitar escalada de violência, que resultaria na Terceira Intifada, é tarefa que Estados Unidos e ONU assumiram publicamente. Quem sabe, com apoio de Abdallah II, não conseguem também pressão, via Liga Árabe, para controlar os confrontos em Jerusalém.

Iraque e Síria, ameaçados pelo Estado Islâmico, ficam em segundo plano, por instantes, na mídia, mas isto não significa há trégua nos conflitos. O presidente americano, Barack Obama, cumpre a promessa de não tirar a atenção do grupo que pretende conquistar 22 países árabes, alterando o mapa mundial.

*Colaborou Nelson Burd

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