Ato terrorista põe em xeque processo de paz entre Israel e Palestina

Por Nahum Sirotsky - Correspondente em Israel | - Atualizada às

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Terrorista ligado ao Hamas atropelou passageiros em estação; premiê israelense criticou presidente da Autoridade Palestina

Na semana passada relatou-se a possibilidade da retomada do processo de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina.

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Há poucos dias, Abdel Rahman al-Shaludi, terrorista ligado ao Hamas, atropelou intencionalmente passageiros que esperavam um trem urbano em Jerusalém. A vítima fatal foi Chaya Baron, de apenas três meses.

Partindo do Hamas, um atentado terrorista não surpreende. O que lamenta-se foi publicação na página do Fatah no Facebook: "A filial de Silwan (onde vivia Abed) faz homenagem ao heróico mártir Shaludi que executou operação em que atropelaram colonos na ocupada cidade de Jerusalém", dizia o texto.

Esta postagem não veio do comando central do Fatah em Ramallah. Entretanto, trata-se de braço do movimento liderado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. E isso é preocupante.

Dia 21: Palestinos estão pessimistas quanto à reconstrução da Faixa de Gaza

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que "assim trabalham os sócios de Abbas", mas referiu-se ao Hamas, que faz parte do governo de união nacional. O atentado liga o sinal de alerta e pode travar a retomada de conversações abertas. Secretamente, elas já ocorrem.

Ministro das Finanças, Yair Lapid, e da Justiça, Tzipi Livni, resolveram unir forças dentro da Gabinete para reivindicar política de paz. Eles confiam em apoio de Netanyahu, apesar de fortes pressões internas, após o atentado.

Dia 17: Reconhecimento moral do Estado Palestino reaviva negociações por paz

Dia 4 de novembro completa 19 anos do assassinato do ex-premiê israelense Yitzhak Rabin pelo extremista judeu Igal Amir, condenado à prisão perpétua. Falar sobre acordos de paz no Oriente Médio é lembrar do "Caminho de Rabin". Lapid e Livni estão juntos para segui-lo.

*Colaborou Nelson Burd

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