Suécia e Inglaterra votaram pelo reconhecimento do Estado Palestino; mesmo sem ter efeito legal, ação repercute em Israel

Suécia e Inglaterra votaram, em seus parlamentos, o reconhecimento do Estado Palestino. Os atos internacionalmente têm efeito moral, não legal. Mesmo assim, repercutem em Israel.

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A palestina Najah al-Abed Dayem, 50, mostra foto do marido, que foi morto durante o mais recente conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza (15/10)
Reuters
A palestina Najah al-Abed Dayem, 50, mostra foto do marido, que foi morto durante o mais recente conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza (15/10)


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Itzhak Herzog, do Partido Trabalhista e líder da oposição, criticou o premiê israelense Benjamin Netanyahu por "atrair o isolamento diplomático". Já o governo israelense reitera que busca solução para o conflito através de acordo com a Autoridade Palestina, rechaçando atitudes unilaterais. Até o meio deste ano, a ministra de Justiça, Tzipi Livni, esteve reunida com representantes árabes. As mediações eram dos Estados Unidos e do Egito.

A guerra iniciada em junho pelo grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, brecou os contatos. Se houver vontade política, chegou a hora de retomá-los. Não por efeito das atitudes anglo-suecas, mas como bandeira política, cumprimento de promessa de campanha do Likud.

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Netanyahu trouxe Livni para sua coalizão, pois a escolheu como negociadora da paz. Sabia que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a respeitaria. Os avanços, até julho, foram significativos.

O grupo Hamas precisa ser isolado politicamente, não Israel. A forma de realizar é retomando as negociações, assinando acordo definitivo e jogando a responsabilidade sobre a Faixa de Gaza para os Estados Unidos e a União Europeia.

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As grandes potências, que exigem a criação do Estado da Palestina democrático e independente precisam, com força e habilidade, fazer com que o Hamas abandone o terrorismo e reconheça a existência de Israel. Com isto teríamos praticamente resolvido todos os entraves.

Só para constar: em 1988, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), grupo de Abbas, reconheceu Israel nas linhas de 1967. Por isto, em meados de 1991, começaram os primeiros contatos para os Acordos de Oslo.

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Se Israel retomar os contatos com a Autoridade Palestina, além das grande potências pressionarem o Hamas, o final poderá ser alentador.

*Colaborou Nelson Burd

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