Israelenses esperam que simbologia do ano novo judaico traga paz para a região

Por Nahum Sirotsky - correspondente em Israel | - Atualizada às

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O novo ano começa na noite da próxima quarta. Após conflitos na Faixa de Gaza, israelenses querem celebrar tranquilamente

No calendário adotado no mundo cristão, estamos em 2014. Na noite de quarta-feira da semana que vem, porém, os judeus comemoram a entrada de 5775, o ano novo judaico, que, na sua concepção original, é contado a partir do momento em que Deus "Elohim" (um de seus muitos nomes) criou a ordem universal a partir do que existia até então - o "tolvavol", em hebraico, o caos.

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Reuters
Judeus oram no Muro das Lamentações, local mais sagrado do judaísmo, na Cidade Velha de Jerusalém (17/09)


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Depois de um verão conflituoso, os israelenses esperam tranquilidade para comemorar a passagem. No entanto, há tensão nas fronteiras com a Faixa de Gaza, ao sul, e no extremo norte com a Síria. Ataques esporádicos, de mísseis remetem ao traumático verão, que termina agora.

Esperanças, promessas, realizações. Todo começo de ano envolve uma quantidade enorme de novos desejos. Para quem passou por uma guerra recentemente, o principal anseio é pela paz.

Ocorre que o Oriente Médio é complexo. A ameaça real do Estado Islâmico, grupo que pretende constituir império reunindo 22 países, tira o sono, inclusive de europeus. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou combate ao grupo, pois conhece os efeitos, diretos e colaterais, de ataques terroristas de grande porte.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, em encontro com políticos da Noruega, deu nome aos bois, citando grupos islâmicos que ameaçam a paz na região. Ele acredita que o perigo pode chegar a todo ocidente.

O mundo espera pela ação americana, contra o Estado Islâmico, que busca conquistar Iraque e Síria, em um primeiro momento. A Jordânia e Arábia Saudita seriam os próximos alvos.

Como vemos, 5775 começa tenso, pesado. Mas as rezas por paz, amor e esperança serão reforçadas desta vez.

*Com colaboração de Nelson Burd

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