Hamas acredita que a independência está próxima e premiê de Israel quer o reconhecimento de seu Estado por países vizinhos

Israel e Hamas chegaram ao cessar-fogo. Mas antes de comemorar, vale ficar atento ao que acontece na região. Pelo menos por uma semana. 

Ontem: Trégua é mantida em Gaza; entenda o acordo de paz entre Israel e Hamas

Simpatizantes do Hamas celebram o que chamaram de vitória sobre Israel em Gaza (27/08)
Reuters
Simpatizantes do Hamas celebram o que chamaram de vitória sobre Israel em Gaza (27/08)


Terça:  Israelenses e palestinos definem trégua duradoura na Faixa de Gaza

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, diz "não abriu fronteiras, como reivindica o Hamas". Mas os termos acordados no Cairo, Egito, sugerem discutir o bloqueio, fato comemorado pelo Hamas. Os fatos até agora, porém, é que os dois lados renunciaram aos ataques. Houve armistício, não paz.

Israel conquista tranquilidade na região sul, fronteira com a Faixa de Gaza, mas enxerga o perigo próximo, ao norte. Grupo rebelde sírio ligado a Al-Qaeda, ocupou a cidade de Quneitra, ao lado do estado Judeu. E o Exército israelense está em alerta máximo.

Em Jerusalém, forças políticas e militares pensam, estrategicamente, a situação. Reservistas acreditam em novas convocações e a população, sobressaltada, demora a retomar sua rotina.

Terça: Israel lança ataques aéreos contra prédios mais altos da Faixa de Gaza

Segunda: Confronto em Gaza continua enquanto Egito pressiona por nova trégua

Lideranças do "baixo clero" do Hamas acreditam que pode estar chegando a hora de proclamar a independência da Faixa de Gaza. Em declaração, dizem querer realizar este sonho e culpam Netanyahu por "boicote político". O premiê israelense, por sua vez, deseja o reconhecimento de seu Estado por parte dos vizinhos.

Neste contexto, espera-se a posição de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina que domina a Cisjordânia. Abbas será uma ponte entre Israel e Hamas e provável protagonista do suposto processo de paz.

Assista: Morador da Faixa de Gaza cria 'desafio do balde de escombros'

Ou ele atenderá a chamados do Irã, que deseja enviar armamentos à Margem Ocidental? Sua opção pode definir o futuro nessa área.

*Com colaboração do Nelson Burd

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