Número de soldados vai, além de somar nas tropas, substituir militares; Hamas mantém ataques contra cidades israelenses

Quase um mês de conflito entre Israel e Hamas. A operação Margem Protetora pode não estar nem perto do fim.

Hoje: Israel reforça ofensiva contra a Faixa de Gaza com mais 16 mil reservistas

Palestino que, segundo os médicos, foi ferido após ataque israelense perto de mercado em Shejaia, aguarda atendimento em maca na Cidade de Gaza (30/07)
Reuters
Palestino que, segundo os médicos, foi ferido após ataque israelense perto de mercado em Shejaia, aguarda atendimento em maca na Cidade de Gaza (30/07)

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O exército israelense convocou 16 mil reservistas para seguir na missão de destruir os túneis que ameaçam sua população. Na verdade, esse número elevado de soldados não será contabilizado somente como adicionais nas tropas. Muitos deles irão substituir outros militares.

Enquanto isso, o Hamas segue atacando cidades israelenses onde sirenes de alerta soam inclusive durante a madrugada e até em momentos de trégua humanitária. O governo de Israel, que tem tentado cumprir as tréguas, sofre pressão interna de setores mais direitistas de seu Gabinete para seguir em Gaza até conseguir destituir totalmente o grupo dominante.

O premiê Biniamin Netanyahu tenta controlar os ânimos de seus apoiadores e manter a coalização enquanto os Estados Unidos pressionam Israel para concretizar o cessar-fogo imediato. Mas o Hamas mantém a afirmação de "só para de lançar foguetes quando terminar o bloqueio terrestre e marítimo imposto à Gaza".

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Biniamin Netanyahu não se sente seguro em abrir as fronteiras para o grupo que, durante 12 anos, construiu mais de uma centena de tuneis que chegam a Israel com o plano de matar milhares de civis no próximo ano novo judaico, em setembro.

Assim, o conflito segue. O Hamas não terá sua reivindicação atendida, nem é sensível aos apelos mundiais. Israel quer garantir que seus cidadãos tenham tranquilidade com o fim dos ataques, algo que ninguém pode assegurar.

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Localizado no Catar, a liderança suprema do Hamas assiste de camarote aos combates, mandando sua população cansada, sofrida e pressionada por todos os lados resistir.

Enquanto isso, militantes mantém o lançamento de foguetes contra Israel que, por sua vez, faz de tudo para proteger seus cidadãos. Principalmente os do sul, fronteira com Gaza, que recebem ataques diários desde o início da Segunda Intifada, em 2000.

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