Clima de incerteza cerca palestinos e israelenses em Jerusalém

Por Nahum Sirotsky - correspondente em Israel | - Atualizada às

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As conversações sobre possível acordo de paz foi interrompido pelo sequestro e morte de jovens judeus; pode haver retaliação

Tudo mudou em dois meses. As conversações de paz entre israelenses e palestinos avançavam. Os dois lados viam luz no fim do túnel e finalmente autoridades palestinas e o Hamas haviam chegado a um acordo de paz.

Hoje: Enterro de jovem palestino assassinado é marcado por confrontos em Jerusalém

AP
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/07)

Ontem: Israel reforça presença de tropas perto de Gaza em meio ao aumento de tensão

Mas o sequestro de três jovens judeus na região de Gush Etzion, sul de Jerusalém, mudou o rumo da história. O trio acabou assassinado de maneira brutal e hoje, o clima é de incerteza.

O premiê Binimamin Netanyahu sofre pressões dentro de seu gabinete para dar uma resposta dura ao Hamas, em Gaza, por causa do sequestro. Por outro lado, o grupo que domina a Faixa tem lançado mísseis contra o sul de Israel há vários dias. Foram mais de 50. Um deles, inclusive, destruiu uma fábrica na cidade de Shderot.

Grupo nega envolvimento: Israel diz que Hamas 'pagará preço' por morte de jovens

As Forças de Defesa de Israel respondem aos ataques vindos de Gaza. Ainda que o Hamas não assuma as autorias, foi formalmente acusado por Netanyahu.

Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: APAções contra Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPTariq Abu Khdeir, cidadão dos EUA que parentes dizem ter sido espancado e preso por policiais israelenses durante confrontos desatados pela morte de Mohammed Abu Khdeir (6/7). Foto: APMilitantes palestinos seguram armas durante coletiva na cidade de Gaza (5/7). Foto: ReutersSuha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPalestino usa um estilingue para atirar  pedra em direção à polícia israelense durante confrontos em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelense chora durante funeral de três adolescentes israelenses encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APPalestino inspeciona danos causados na casa de Amer Abu Aisheh, um dos dois palestinos vistos por Israel como suspeitos pelo sequestro e morte de jovens, na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelenses seguram bandeira com as fotos de três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia em 12 de junho (29/6). Foto: APPalestinos mascarados simpatizantes do Hamas simulam a prisão de soldados israelenses durante ação em apoio aos palestinos na Cisjordânia (20/6). Foto: ReutersPalestinos se preparam para lançar pedras durante confrontos com soldados israelenses em Jenin, Cisjordânia (19/6)
. Foto: APParentes de palestino morto em ação de Israel choram na casa da família no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APPalestinos carregam corpo de jovem morto em operação de Israel no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APIsraelense chora durante preces em sinagoga por adolescentes desaparecidos na Cisjordânia (15/6). Foto: APFamília palestina observa soldados israelenses durante operação militar de busca por três adolescentes desaparecidos perto de Hebron, Cisjordânia (15/6). Foto: APSoldados israelenses prendem palestino na cidade de Hebron, Cisjordânia, durante buscas por adolescentes desaparecidos (14/6). Foto: APSoldados israelenses se posicionam perto da cidade cisjordana de Hebron enquanto buscam três adolescentes desaparecidos (13/6) . Foto: AP

Quarta: Palestinos entram em choque com forças de Israel após descoberta de corpo

Em Jerusalém, populares protestaram veemente contra os árabes pelo rapto dos jovens. A multidão foi controlada. Na quarta (2), a praça Tzion, centro da capital, e avenida Rotschild, Tel Aviv, foram tomadas por manifestações pacifistas. Mas o clima era de comoção.

Terça: Dezenas de milhares em Israel participam de funeral de jovens sequestrados

Em Jerusalém Oriental, onde o ambiente sempre é mais acirrado, encontraram corpo de jovem árabe de 16 anos em um bosque. A polícia investiga se houve "crime de vingança". O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que "os culpados sejam penalizados".

Mesmo com dezenas de mísseis vindos da Faixa de Gaza nos últimos dias, o Hamas, de forma oficial, afirma não desejar enfrentamentos com Israel. Netanyahu espera poder segurar a pressão do lado mais direitista de seu gabinete para não contra-atacar. Se o Hamas seguir à risca o seu comunicado, será mais fácil para o primeiro ministro israelense.

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