As conversações sobre possível acordo de paz foi interrompido pelo sequestro e morte de jovens judeus; pode haver retaliação

Tudo mudou em dois meses. As conversações de paz entre israelenses e palestinos avançavam. Os dois lados viam luz no fim do túnel e finalmente autoridades palestinas e o Hamas haviam chegado a um acordo de paz.

Hoje: Enterro de jovem palestino assassinado é marcado por confrontos em Jerusalém

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/07)
AP
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/07)

Ontem: Israel reforça presença de tropas perto de Gaza em meio ao aumento de tensão

Mas o sequestro de três jovens judeus na região de Gush Etzion, sul de Jerusalém, mudou o rumo da história. O trio acabou assassinado de maneira brutal e hoje, o clima é de incerteza.

O premiê Binimamin Netanyahu sofre pressões dentro de seu gabinete para dar uma resposta dura ao Hamas, em Gaza, por causa do sequestro. Por outro lado, o grupo que domina a Faixa tem lançado mísseis contra o sul de Israel há vários dias. Foram mais de 50. Um deles, inclusive, destruiu uma fábrica na cidade de Shderot.

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As Forças de Defesa de Israel respondem aos ataques vindos de Gaza. Ainda que o Hamas não assuma as autorias, foi formalmente acusado por Netanyahu.

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Em Jerusalém, populares protestaram veemente contra os árabes pelo rapto dos jovens. A multidão foi controlada. Na quarta (2), a praça Tzion, centro da capital, e avenida Rotschild, Tel Aviv, foram tomadas por manifestações pacifistas. Mas o clima era de comoção.

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Em Jerusalém Oriental, onde o ambiente sempre é mais acirrado, encontraram corpo de jovem árabe de 16 anos em um bosque. A polícia investiga se houve "crime de vingança". O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que "os culpados sejam penalizados".

Mesmo com dezenas de mísseis vindos da Faixa de Gaza nos últimos dias, o Hamas, de forma oficial, afirma não desejar enfrentamentos com Israel. Netanyahu espera poder segurar a pressão do lado mais direitista de seu gabinete para não contra-atacar. Se o Hamas seguir à risca o seu comunicado, será mais fácil para o primeiro ministro israelense.

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