Se jovens estiverem mortos, opinião pública de Israel vai exigir vingança à altura da tradição do olho por olho, dente por dente

Só mesmo o leitor da Bíblia sabe que, naqueles tempos, apenas o homem, com seus olhos e intuições, observava os fenômenos. E foi então que o babilônio de nome Abraão, segundo a tradição, teve a primeira intuição da existência de um Deus único, em um ambiente em que a tribo dele tinha vários deuses.

Passados mais de 4 mil anos, os céus estão cobertos de satélites, que observam e até fotografam tudo o que acontece na Terra. Mas o avião da Malásia , que desapareceu sem deixar sinais, não foi visto por ninguém. Até agora, é um grande mistério.

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No dia 13, três adolescentes deixaram sua escola de estudos religiosos judaicos e foram pegar carona ao sul de Jerusalém, onde param veículos que desejam ajudar os viajantes. Isso se faz há muitos anos, sem problema algum. Meninos a partir de 12, 13 anos, até professores, nunca sofreram coisa alguma. As caronas são sempre fiscalizadas por meios de observação e vigilância. Eles foram sequestrados na frente de outros que esperavam condução .

Um deles conseguiu mandar mensagem de texto pelo celular avisando que estavam sendo sequestrados. Desde então, as Forças Armadas e os serviços de segurança israelenses, com colaboração da Autoridade Palestina, varrem a Cisjordânia e nada encontram. Há rumor de que estariam escondidos em Gaza. Os mais pessimistas levantam a hipótese de assassinato.

Os objetos construídos pelo homem para observar tudo na terra não viram nada. Mas os religiosos judeus monoteístas, descendentes de Abraão, como os árabes, pedem ajuda ao Deus único. Enquanto o mistério permanecer, não haverá tranquilidade aos encarregados da segurança interna de Israel, que no momento aumentam sua vigilância aérea na fronteira.

Se os garotos tiverem sido mortos, a opinião pública vai exigir vingança à altura da tradição do olho por olho, dente por dente, nascida no Oriente Médio, há milhares de anos. Se estiverem vivos e bem escondidos, o grupo vai exigir libertação de prisioneiros palestinos, seus colegas de atividades.

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No entanto, atualmente, nada supera a preocupação americana e europeia com o avanço de militantes sunitas inspirados na Al-Qaeda na direção de Bagdá.

O secretário de Estado americano, John Kerry, está tentando obter ajuda militar dos vizinhos do Iraque. A maioria dos iraquianos é xiita e foge do inimigo que avança. Europa e EUAs não querem enviar tropas.

*Com colaboração de Nelson Burd

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