EIIL, que tenta formar califado em territórios no Iraque e Síria, pode fazer país árabe se separar entre xiitas, sunitas e curdos

Segundo declarações do Ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, em visita ao Quênia, foi proposto apoio ou associação de seu país com os africanos no combate ao terrorismo, que se espalha cada vez mais. Os ativistas se justificam afirmando que estão purificando o mundo dos "infiéis", daqueles que não acreditam em Alá, Mamoé e não respeitam o livro sagrado Alcorão.

Saiba mais: Leia todas as notícias sobre a crise no Iraque

A proposta de Liberman está em estudo, mas é notório que as forças da Al-Qaeda, que operam na Síria, uniram-se com a Al-Qaeda do Iraque. O objetivo é estabelecer o califado sírio-iraquiano. No momento, pelo avanço territorial, é cada vez mais provável que essa nação árabe se divida em três países: um xiita, outro curdo e um terceiro sunita. Bagdá pode cair nas mãos deles a qualquer momento.

Veja imagens da crise no Iraque:

O Iraque é o único país árabe de maioria xiita que venera Alá como Deus único, Maomé como profeta e Ali, genro de Maomé, como um dos enviados. O governo iraquiano pede socorro aos EUA. Estima-se que o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), grupo inspirado na Al-Qaeda e defensor do califado, já tenha conquistado área equivalente a um grande país europeu.

Na Síria, radicais sunitas são os principais opositores do presidente Bashar Al-Assad , mas ainda não conquistaram mais do que um terço do país.

O objetivo do califato, que existiu no tempo do domínio turco-otomano, é levar a mensagem do Islã ao mundo mesmo às custas de eliminar o maior número possível de infiéis. A proximidade da Síria com o Iraque representa um sério risco para Israel, único país não muçulmano na região.

O ministro Lieberman já deixou escapar que Israel não vai se meter na briga de Iraque e Síria. Entretanto, toma todas medidas na defesa contra o terrorismo, cujas atuações individuais, ou coletivas, se tornam mais prováveis com a proximidade da Al-Qaeda da fronteira norte israelense.

*Com colaboração de Nelson Burd

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.