Eleição síria exclui áreas controladas por rebeldes e reelege Bashar Al-Assad

Por Nahum Sirotsky - correspondente em Israel | - Atualizada às

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Al-Assad foi reeleito com mais de 88% dos votos; observadores internacionais ainda não confirmaram a lisura do pleito na Síria

As eleições sírias dentro da parte controlada pelo governo resultaram na reeleição do presidente Bashar Al-Assad. Ele teria obitdo mais de 88%. Regiões ocupadas por rebeldes não foram incluídas na votação.

Ontem: Assad vence eleições na Síria sob protesto de adversários

AP
Soldados sírios celebram reeleição presidencial de Bashar Assad em Damasco, Síria


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Ainda não há informação de observadores internacionais sobre a lisura do pleito. Mas eleição é eleição e o homem ganhou. Resta saber se as instituições estrangeiras promoverão negociações entre Assad e seus opositores para pôr ponto final em uma tragédia inaceitável e imperdoável, tanto em termos de vítimas como da destruição de monumentos históricos.

Entre os rebeldes, ainda não há unidade e nada se pode prever. Milhões de sírios, adultos e crianças, se exilaram e passam necessidades. Serão necessários bilhões de dólares para a reconstrução do país, que não recuperará as magníficos obras deixadas pelos assírios. Não interessa nem a Israel, nem aos europeus, que a Al Qaeda, qualificada de terrorista, participe de um futuro governo. Se isso ocorrer, nenhum país ao redor terá tranquilidade.

Nos próximos dias, Israel terá novo presidente eleito pelo parlamento. Não será fácil preencher o espaço que Shimon Peres, o atual, com mais de 90 anos, ocupa nacional e internacionalmente.

O presidente israelense é o chefe de Estado. Mas tem prestígio e representa a vida ativa do País. Shimon Peres, por exemplo, foi um dos que mais trabalhou, junto às Nações Unidas, pela aprovação da Partilha da Palestina, em 1947. Tinha 26 anos e era secretário do líder sionista David Ben Gurion. Praticar política foi sua única grande profissão.

Nesses últimos dias tive a sorte - ou azar - de estar sentado em um café ao lado de um grupo que discutia o caso do avião desaparecido da Malásia. Não pedi a identidade de ninguém, mas escutei uma curiosa teoria: estavam apostando que o avião não seria encontrado, acreditando que a aeronave havia caído em terra firme, em algum lugar inóspito.

Eles conversavam sobre a hipótese de uma briga dentro da cabine de comando entre piloto e co-piloto. Teria havido vítimas. A discussão teria ocorrido pois um deles permitia a visita de jovens moças à cabine. O avião estaria sob comando do piloto automático e algum passageiro teria tentado controlar o aparelho. A queda teria sido fatal, mas em terra. Repito esta história, porque nunca tinha ouvido hipótese parecida.

*Colaboração Nelson Burd

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