Presidente eleito no Egito terá difícil missão de restabelecer a ordem nacional

Por Nahum Sirotsky - correspondente em Israel |

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Al-Sisi teve apoio esmagador nas eleições; entre os problemas a serem enfrentados pelo líder estão os econômicos e terrorismo

A eleição do novo presidente egípcio é o fato político da região. Abdel Fattah al-Sisi, influente militar, teve apoio da grande maioria dos população e o desafio de reestabelecer a ordem nacional, abalada pelo confronto permanente entre muçulmanos radicais e praticantes comuns da religião. Ele vem para salvar a terra das pirâmides e do Nilo de movimentos que podem destruir o Estado.

Eleições: Egito incentiva eleitores a irem às urnas no segundo dia de votação

AP
Abdel-Fattah al-Sissi chega para votar no primeiro dia de votação no Cairo, Egito (26/05)


Ameaças: Egito vai às urnas sob forte esquema de segurança

O terrorismo é muito forte no Egito e domina o pensamento de tribos beduínas no Sinai. Com isso, afastaram-se turistas, que vinham de todos os cantos, para visitar este fantástico deserto com suas elevações, entre as quais estariam o Sinai bíblico e a visão inesquecível do movimento no Canal de Suez.

Sisi precisa de mão forte e compreensão de quem colaborava economicamente com o Egito, ajuda reduzida radicalmente pelas aparências de um país ditatorial que discordava da política americana em somente ajudar democracias.

Nesta terça-feira (3) haverá eleições na Síria, que descende da histórica Assíria. Os monumentos estão sendo destruídos pela Guerra Civil. Nem as Nações Unidas ousam tentar impor uma paz interna. São milhões os sírios exilados nos países vizinhos, escapando da matança que ainda ocorre. Só a saída do atual presidente, Bashar Al Assad, facilitaria a pacificação e a reconstrução do país.

Em Israel, chega ao fim o mandato do presidente Shimon Peres, eleito pelo parlamento, como seus antecessores. O chefe de Estado é como a Rainha da Inglaterra, que reina, mas não governa. Ainda não se sabe quem será o escolhido.

Não há sinais concretos de um acordo definitivo entre israelenses e palestinos. O problema que nasceu com a declaração da existência do Estado de Israel começou em 1948. O papa Francisco veio com a mensagem de paz que foi muito aplaudida, mas nada além disso.

*Colaboração de Nelson Burd

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