Violência nas cidades brasileiras é o maior problema dos jogos; promoção de armistício pelo 'bem do País' seria boa alternativa

Estava preparando texto com sugestões de Relações Públicas para a senhora presidente. A campanha publicitária da Copa é bem feita, porém não basta para afastar fantasmas criado pelos noticiários sobre violência nas cidades brasileiras. A jogada de sucesso em R.P. é aquela que provoca profundas mudanças.

Paradoxo: Desenvolvimento tecnológico contribui para o terrorismo

Proposta de armistício deveria ser ponderada pela presidente Dilma Rousseff para a Copa do Mundo (7/05)
Agência Senado
Proposta de armistício deveria ser ponderada pela presidente Dilma Rousseff para a Copa do Mundo (7/05)


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Provas da minha experiência nesse campo são assessorias que prestei a governadores, ministros e até presidentes. Minha sugestão seria a promoção de reuniões com as lideranças dos bandidos, propondo armistício, com a justificativa de contribuição deles para o bem do Brasil. Mas surgiu outro tema, de interesse mais abrangente.

Estudos realizados sobre crescente desemprego mundial, que o simples crescimento econômico não consegue reduzir, foram verificados por grupo de jovens professores universitários israelenses. Resultaria, principalmente, da velocidade de transformações do desenvolvimento tecnológico. A mão de obra sem especialidade está condenada a tentar sobreviver, com salários insuficientes, ou de programas de ajuda dos governos.

A oferta desse tipo é cada vez maior, em todos os níveis. O indivíduo se apresenta no mercado, por exemplo, como craque no uso do Facebook, e não demora muito para surgirem outras hipóteses. Não existirá emprego permanente, a não ser no serviço público, ou estatais, onde decisões são mais de ordem política, do que respostas efetivas às novas possibilidades de trabalho, que estão sempre em mudança.

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O indivíduo se forma em engenharia eletrônica e, ao terminar, recebe seu diploma. Os conhecimentos adquiridos são logo superados pela imaginação dos criadores de tecnologia. Precisa-se estar sempre estudando, atualizando seus conhecimentos, mesmo às custas de mudança de carreira.

O futuro tende a ser, como já é, um amiente instável, onde só aqueles atualizados nos seus conhecimentos encontrarão ocupação. Estamos vivendo a era pós industrial, onde todas regras anteriores estão sendo abandonadas pela necessidade imperiosa de renovação de produtos para sobreviver no mercado.

Produto siginifica tanto o objeto lançado, como por exemplo novos smartphones, com capacidade não imaginada pelo usuário de hoje. Outro exemplo: hoje, o político bem assessorado conecta os nomes dos usuários da rede social, com quem passa a se comunicar diretamente e economizará milhões, que se gasta em campanha eleitoral. Nesse mundo novo, que está nascendo, só terão oportunidades de realização pessoal aqueles com a capacidade necessária para estar dentro de tudo que está acontecendo.

O desemprego que existe hoje é, em grande parte, estrutural, e as ofertas de trabalho fechadas no mercado não serão nada semelhantes às que desapareceram. As estatísticas que contemplarão na indentificação da mão de obra preparada deste imensurável desafio. Espero que no Brasil existam indivíduos estudando este fenômeno. Porque, sem plena consciência da predominância das transformações, o país deixa de crescer.

*Com Nelson Burd

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