Protestos mundiais expõem descrença popular em governos para alcançar mudanças

Por Nahum Sirotsky - correspondente em Israel | - Atualizada às

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Há curiosas semelhanças na motivação por trás das atuais revoltas populares na Ucrânia, Venezuela, Tailândia e Síria

Fazendo um passeio pelo noticiário internacional, verifica-se a preocupação com os acontecimentos na Ucrânia, Venezuela, Tailândia e Síria. Há curiosa semelhança no que motiva as revoltas populares.

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Manifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2)

Na Ucrânia, os protestos definem diferenças entre setores do país. Aqueles com fronteira com a Europa desejam entrar na União Europeia. Outras regiões preferem a Rússia. Além disso, existe a falta de bens básicos no mercado e óbvia ineficácia do governo. A massa, que está nas ruas, constituída principalmente de favoráveis ao Ocidente, querem o afastamento do presidente. A outra parcela, a continuidade.

Na Tailândia, o povo manifesta desejo de mudanças no governo. Na Síria, continuam os choques com os rebeldes e até batalhas entre os próprios oposicionistas. O Hezbollah, que é xiita, luta ao lado do presidente Bashar al-Assad. Na parte rebelde, existem forças diversas que incluem um novo grupo terrorista tão sanguinário que, aonde chega, começa logo a matar. São tão cruéis que a própria Al-Qaeda se afastou totalmente deles.

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Manifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2)

Verifica-se também enorme curiosidade com os acontecimentos na Venezuela. Os rebelados querem o presidente Nicolás Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez, afastado do poder e enfrentam as forças oficiais de peito aberto. Protestam contra a inflação elevada, o alto desemprego e até a falta de bens essenciais. O que iguala as rebeliões é o povo nas ruas sem paciência para esperar mudanças por meios democráticos.

Nos comentários e notícias que se acompanham pela televisão, destaca-se a curosidade de qual será a consequência da revolta popular venezuelana. Insatisfação com o regime, chamado por Chávez de bolivariano, que inclui parceiros em toda a América Latina.

No caso do Brasil, lembra-se que Lula foi a mudança. Perguntou então um comentarista de língua espanhola se não será o fim do movimento bolivariano, que não produziu uma vida melhor nos que se deixaram influenciar por essa filosofia. Na prática, se veem pipocar pelo mundo revoltas populares contra governos que se apresentam como sendo do povo. O que virá como consequência?

*Com colaboração de Nelson Burd

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