Não há profissão mais complexa do que a de pai e mãe

Por Nahum Sirotsky - colunista em Israel | - Atualizada às

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Alguns indivíduos em Israel discutem ideia de estabelecer ensino para pais perante casos de violência nas escolas

Existem alguns indivíduos da mais alta cultura que estão promovendo a ideia de uma escola para pais. Ao que me lembro, há centenas de anos se pensa na mesma hipótese e se conclui que não há profissão mais complexa do que ser pai. Seria impossível formar alguém para essa atividade.

Acontece em Israel o fenômeno da violência nas escolas fundamental e média. Trata-se de algo antes apenas cometido por adultos. As famílias laicas verificam que garotos de 13 anos já mantêm relações sexuais com garotas até mais novas, e pancadarias acontecem entre adolescentes por ciúme. Muitos meninos vão de faca para a escola.

Os pais, que são adultos entre 30 e 40 anos, não conseguem comunicação adequada com seus filhos. Algumas das crianças inclusive trabalham em altas tecnologias, como o caso de um grupo de meninos da cidade de Herzilia, que estão construindo um microssatélite, cujo lançamento está previsto para abril. A garotada está crescendo em um mundo cujas coisas mudam em enorme velocidade.

O resultado é que se tornam adultos culturalmente numa idade em que são adolescentes. As medidas de segurança adotadas em escolas não bastam para garantir a tranquilidade, mas as relações entre pais e filhos não são mais como aquelas de 10 ou 20 anos atrás.

Se essa escola paternal for mesmo criada, vai ser a grande inovação. Pois fica cada vez mais difícil o entendimento entre pais e filhos. Em vista das diferenças de culturas e conhecimentos entre ambos.

Nesta era, já existem fundamentalistas religiosos que explicam os fenômenos climáticos, tais como frios extremos e nevascas nos EUA, além do inverno relativamente quente em Israel, como provas de que Deus não anda muito satisfeito com o homem. Um especialista no estudo de guerras declarou que o próximo conflito será apenas de altas tecnologias. Já existiriam robôs com intuição quase humana e, num amplo sentido, com inteligência superior. A posterior, se houver, será com pedras, como na antiguidade.

Enquanto há pensadores que procuram viabilizar as relações humanas em um contexto de dificuldades enfrentadas pela para se ligar às tecnologias que vão mudando cada vez mais o mundo, os problemas de sempre entre os homens persistem.

Os sírios continuam se matando, com a Al-Qaeda presente na oposição ao presidente Bashar al-Assad. Al-Qaeda é um nome genérico para todos grupos sunitas, que se caracterizam por extremismo, violência e terrorismo. Assad é alauíta, uma seita xiita, que os sunitas não aceitam como muçulmana.

O presidente sírio tem sua força apoiada pelos países xiitas Irã e Iraque, além da China e da Rússia. Analistas dizem que Assad pretende usar armas biológicas na guerra civil, somando às químicas, que possui em grandes quantidades e não foram destruídas.

No Egito, as Forças Armadas se empenham em salvar a democratização, onde convivem diariamente com o conflito entre fundamentalistas e seculares. Os que interpretam o que acontece atualmente como sinal de um apocalipse próximo teriam descoberto, estudando os Testamentos em profundidade, que Deus criou o homem com inteligência, mas não há referência alguma a juízo.

*Com colaboração de Nelson Burd

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