EUA enfrentam resistência para avançar com plano de paz enquanto Líbano e Iraque são alvo de ataques terroristas

Sigo preocupado com a situação do Oriente Médio. Alguém vazou comentário do ministro de Defesa de Israel, Moshe Yaalon, mostrando-se contrário ao desempenho do secretário de Estado americano, John Kerry, nas negociações de paz com a Autoridade Palestina. “Que ele ganhe o Nobel da Paz e nos esqueça”, teria dito.

Conheça a home do Último Segundo

Palestinos inspecionam danos em sua casa depois de ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza
AP
Palestinos inspecionam danos em sua casa depois de ataque aéreo de Israel na Cidade de Gaza

Terça: EUA chamam de ofensivos comentários sobre Kerry atribuídos a ministro

Segundo o jornal mais vendido em Israel, Yaalon também teria afirmado que Kerry agia motivado por "uma obsessão incompreensível e um sentimento messiânico" e não poderia ensiná-lo nada sobre o conflito entres israelenses e palestinos. Os EUA ficaram ofendidos . Yaalon retratou-se.

Na manhã desta quinta-feira, Ashkelon, cidade israelense próxima à Faixa de Gaza, foi atingida por oito foguetes, cinco deles interceptados pelo arsenal antimísseis Domo de Ferro. Outros três caíram em áreas inabitadas. A prefeitura municipal não suspendeu as aulas escolares, mantendo a rotina dos cidadãos.

Em Tel Aviv, africanos oriundos de Eritreia e Sudão realizam manifestações e desejam ser absorvidos pelo Estado de Israel. Muitos deles alegam estar protegidos pela Lei Internacional, por serem, supostamente, refugiados. Organizações Não Governamentais israelenses dão respaldo jurídico a muitos deles. No total, são mais de 60 mil em todo o país.

Líbano: Começa julgamento de suspeitos pela morte de ex-premiê Hariri

Atentados terroristas acirram o conflito entre xiitas e sunitas no Líbano. Cristãos maronitas também sofrem as consequências. O Hezbollah , xiita, que controla a região sul e tem presença forte perto de Beirute, bate de frente com a Al-Qaeda, sunita. Esses mesmos grupos se enfrentam na Síria. O primeiro, ao lado do governo de Bashar Al-Assad. O segundo, como facção rebelde.

Ajuda humanitária de US$ 2,5 bilhões foi prometida à Síria para abafar a guerra civil. O território está dividido. O Hezbollah, líbanes, domina zona importante a serviço de Assad. Civis seguem refugiando-se em outros países, como a Turquia. Falam em mais de 100 mil mortos desde o início dos enfrentamentos, há quase três anos.

Cenário: Onda de refugiados sírios pressiona países vizinhos

O Iraque também está marcado pela luta entre xiitas e sunitas e atentados. O governo pede ajuda internacional para focos de terrorismo. Tanto Beirute quanto Bagdá sofrem com explosões de bombas em locais públicos, fatos motivadores para o aumento de refugiados na região.

*Com colaboração de Nelson Burd

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.