Artigo: por um 2014 de retomada, progresso e um Oriente Médio de paz

Por Nahum Sirotsky |

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Neste mês está prevista reunião na qual israelenses e palestinos, pressionados pelos Estados Unidos, deverão discutir a questão da segurança nas fronteiras

O começo só pode ser os nossos desejos de que o novo ano seja o da retomada do crescimento da economia ocidental, o progresso mais rápido da África, além da realização de um Oriente Médio de paz e tranquilidade, porque isso nunca aconteceu.

Segundo muitos estudiosos, o que chamamos de civilização, iniciou-se no encontro de 2 grandes rios, Tigre e Eufrates, quando alguns dos seres primitivos, todos nômades, observaram que sementes que caíam no chão, cresciam e viravam alimentos. O homem passou a viver da cultura, assentou-se e vieram os centros urbanos. Foi onde, depois, construíram a Torre da Babilônia e houve o desentendimento, que nunca acabou, das línguas diversas.

Hoje, há o choque que divide a população egípcia entre muçulmanos moderados e o grupo fanático da Irmandade Muçulmana que, desde 1928, pretende a implantação da Sharia, Lei Religiosa, para reger o Estado. O atual governo qualificou a Irmandade como organização terrorista e o confronto só tende a crescer.

A Arábia Saudita enviou US$ 3 bilhões ao Líbano para ajudar o governo a manter a paz interna. Super dividido entre religiões e etnias, está novamente ameaçado de cair em guerra civil. A última durou 24 anos.

A CNN transmitiu várias vezes, nos últimos dias, documentário atualíssimo sobre a Al Qaeda, que assumiu o poder em área da Síria, fronteira com a Turquia, e impôs a Sharia na região. Pela reportagem, a organização sectária pretende tomar o poder no País e está muito bem armado. A guerra civil síria prossegue. Ainda não houve oportunidade do governo de Bashar Al-Assad de se livrar das armas químicas e biológicas.

É de se estranhar que a dramática matéria da CNN não tenha provocado nem reações retóricas nos países ao redor, destacando Israel, o mais ameaçado. A Al Qaeda é o lado extremista da seita Sunita. O Hezbollah, que ameaça a estabilidade interna libanesa, é xiita e apoia Assad, alauíta, subsseita xiita. O exército líbanes está sendo armado pela França, para manter a calmaria. Os atos terroristas entre os grupos, que habitam o Iraque, continuam. As tropas americanas saíram, depois de 10 anos, sem sucesso.

Neste mês está prevista reunião na qual israelenses e palestinos, pressionados pelos Estados Unidos, deverão discutir a questão da segurança nas fronteiras. Recentemente vários atentados terroristas ocorreram em Israel. Na opinião do secretário de Estado americano, John Kerry, o encontro será decisivo para o sucesso, ou fracasso, das atuais conversações de paz.

*Colaborou Nelson Burd

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