Varsóvia, 12 abr (EFE).- O Procurador-geral da Polônia, Andrzej Seremet, afirmou hoje à imprensa que nada indica que o piloto do avião presidencial polonês tivesse sido pressionado a pousar no aeroporto de Smolensk (Rússia), onde caiu no sábado, matando o presidente Lech Kaczynski e os demais 95 passageiros.

De acordo com Seremet, as investigações continuam e tentarão decifrar o mais rápido possível as conversas de fundo conservadas na caixa-preta, para determinar se existiu alguma ordem de aterrissagem dirigida aos pilotos.

O segundo piloto presidencial Tomasz Pietrzak descartou o erro de seu colega. Já os peritos russos que fizeram uma análise prévia das caixas-pretas apontam que não existiu nenhuma falha técnica do avião, um Tupolev-154 com 20 anos de serviço que tinha sido revisado cinco meses atrás.

Pietrzak disse que o pouso do avião poderia ter ocorrido por ordem do presidente polonês, Lech Kaczynski, para evitar um atraso à cerimônia para onde ia, como já tinha acontecido em outras ocasiões nas quais Kaczynski tinha insistido em chegar apesar das condições adversas.

No sábado, havia um intenso nevoeiro em Smolensk, cujo pequeno aeroporto militar carece de sistema de aparelhos.

A imprensa polonesa também se pergunta hoje se essa urgência de Kaczynski poderia estar por trás de uma ordem ao piloto de chegar ao local, apesar das péssimas condições meteorológicas.

O Procurador-geral confirmou a identificação por um parente do corpo da esposa do presidente Kaczynski, Maria, mas ressaltou que ainda resta submeter os restos mortais a um exame de DNA.

No avião, que caiu durante uma manobra de aterrissagem no aeroporto de Smolensk, viajava uma delegação oficial de 96 pessoas, liderada por Kaczysnki, para assistir ao ato em memória dos mais de 20 mil oficiais e soldados poloneses assassinados por ordem do então ditador soviético Josef Stalin em Katyn (Rússia) há 70 anos. EFE nt/sa

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