Nações Unidas renovam mandato de missão de paz na RDC

Nações Unidas, 22 dez (EFE).- O Conselho de Segurança (CS) da ONU renovou hoje por um ano o mandato da Monuc, Missão das Nações Unidas para a República Democrática do Congo (RDC), para ampliar a proteção à população civil que se encontra em áreas de conflito.

EFE |

A resolução, apresentada pela França, recebeu hoje apoio unânime dos 15 membros do principal órgão da ONU, que reiteraram preocupação pelo sofrimento causado pela interminável violência que assola a região congolesa de Kivu Norte (leste).

O texto solicita à Monuc "que dê prioridade máxima à crise nas duas províncias de Kivu, em particular no que diz respeito à proteção de civis".

Também expõe as atuações que os "capacetes azuis" da ONU devem desenvolver em parceria com as Forças Armadas congolesas para impulsionar um processo de desmilitarização no país.

"Agradecemos pela Monuc contar agora com um mandato mais preciso, que pela primeira vez estabelece uma clara ordem de prioridades para a missão e suas tropas", comentou o embaixador do Reino Unido na ONU, John Sawers, em discurso no plenário do CS.

A renovação do mandato da missão de paz é anunciada um mês depois de o CS ter autorizado o envio de mais 2.785 militares e 300 policiais à RDC, para se juntarem aos 17 mil soldados internacionais que já integram a Monuc.

Em uma segunda resolução sobre a RDC, o CS renovou por um ano o embargo de armas aos congoleses e as sanções impostas a pessoas envolvidas no conflito do país centro-africano.

Os sancionados são líderes de vários grupos rebeldes que operam na zona de conflito e opostos ao processo de desmilitarização, assim como responsáveis também pelo recrutamento de crianças para atuarem como soldados.

O ministro de Assuntos Exteriores congolês, Alexis Thambwe Mwamba, expressou o sentimento "positivo" com que seu Governo recebe as duas resoluções adotadas hoje pela ONU.

"Ficamos particularmente felizes com o fato de que, em colaboração com o Governo congolês, sejam reforçados e consolidados os efetivos da Monuc para proteção da população civil", declarou Mwamba em discurso no CS.

Desde 1998, cerca de cinco milhões e meio de pessoas morreram na RDC em episódios de violência. EFE jju/fr

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