Nações Unidas pedem a Bachelet ser porta-voz das mulheres no Haiti

O Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), pediu à presidente do Chile, Michelle Bachelet, ser porta-voz da entidade para o Haiti, devastado pelo terremoto de 12 de janeiro, e para onde ela viajará nos próximos dias, informou o governo de Santiago.

AFP |

"A Unifem propõe que, durante sua visita, agora em fevereiro, a presidente converta-se em porta-voz internacional para fazer avançar a proteção à segurança e aos direitos humanos das mulheres e das meninas do Haiti", disse o embaixador chileno Juan Gabriel Valdés.

Bachelet incluiu o Haiti numa viagem que também compreende o México, onde assumirá a secretaria temporária da cúpula presidencial do Rio, a ser realizada entre os dias 21 e 23 de fevereiro.

O diretor de Polícia do Haiti (PNH) chegou a denunciar vários estupros de mulheres e crianças em seu país, depois do terremoto.

"Durante o corte de energia na capital haitiana, criminosos se aproveitaram para atacar e estuprar mulheres e meninas refugiadas nas barracas", denunciou Mario Andresol, diretor da polícia local.

Não há cifras disponíveis, mas organizações de direitos humanos das mulheres em Porto Príncipe já denunciaram vários casos e alertaram as agência das Nações Unidas no Haiti.

O diretor da PNH expressou sua preocupação com o aumento da insegurança na capital e o aparecimento de novas formas de violência.

"Temos cerca de 7.000 criminosos à solta nas ruas depois que fugiram da prisão central destruída pelo terremoto. Levou cinco anos para que pudéssemos prender todos, e hoje eles estão foragidos e constituem uma fonte de problemas", alertou o policial.

mav/al/sd

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