Os nacionalistas no poder no País Basco (norte) ganharam as eleições regionais deste domingo, mas não conseguiram maioria absoluta nem têm a garantia de permanecerem no poder, segundo os resultados definitivos da votação, publicados pelo governo basco.

De fato, pela primeira vez, os partidos não nacionalistas, entre os quais os socialistas, que chegaram em segundo lugar, podem formar uma maioria absoluta no Parlamento regional.

O destino da região dirigida há 29 anos pelos nacionalistas moderados do Partido Nacionalista Basco (PNV) dependerá de um jogo complexo de alianças, e da decisão dos socialistas de se unirem ou não aos nacionalistas.

O candidato socialista, Patxi Lopez, já avisou que não desistiu de se candidatar ao cargo de chefe do governo regional, apesar da vitória relativa dos nacionalistas.

O PNV ganhou 30 das 75 cadeiras do Parlamento regional basco, e seus aliados EA e EB ficaram com uma cadeira cada um. O partido separatista não violento Aralar faturou quatro cadeiras.

Assim, todos os partidos nacionalistas acumularam um total de 36 cadeiras, ficando a duas da maioria absoluta.

O Partido Socialista Basco chegou em segundo lugar com 24 cadeiras, contra 13 para a direita e uma para o pequeno partido antinacionalista UDP.

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