Os nacionalistas estão bem posicionados nas eleições legislativas antecipadas que serão realizadas neste domingo na República Turca de Chipre do Norte (RTCN), complicando os esforços de reunificação da ilha dividida; 161.000 eleitores turco-cipriotas irão às urnas nesta república autoproclamada em 1983 e que só foi reconhecida pela Turquia.

Segundo analistas, o pleito deverá confirmar a desconfiança crescente da população sobre a política de reconciliação do dirigente turco-cipriota Mehmet Ali Talat que sucedeu, em 2005, a Rauf Denktash.

Os deputados da RTCN haviam aprovado, em fevereiro, uma proposta do Partido Republicano Turco (CTP, centro-esquerda) no poder, de adiantar por um ano a data das eleições, com a intenção de reforçar sua posição nas negociações de paz com os greco-cipriotas.

O CTP governa atualmente em coalizão com o Partido Liberal da Reforma (ORP, nacionalista).

Talat e o presidente da República do Chipre, Demetris Christofias, apresentados como dois "progressistas" dispostos a reunificar suas comunidades, iniciaram em setembro de 2008 negociações de paz patrocinadas pela ONU, mas não tiveram muito êxito.

A ilha está dividida entre a República do Chipre (sul) e a RTCN. As tropas turcas invadiram em 1974 o terço norte da ilha, em resposta a um golpe de Estado greco-cipriota, apoiado por Atenas e destinado a anexar o Chipre à Grécia.

A Turquia mobiliza 30.000 soldados no norte do Chipre e se nega a manter relações diplomáticas com o sul de Chipre enquanto não se chegar a uma solução global do conflito.

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