Por Deborah Charles CHARLESTON, Estados Unidos (Reuters) - O pré-candidato à Casa Branca Barack Obama marcou presença na segunda-feira na Virgínia Ocidental e, sem se importar com o amplo favoritismo de Hillary Clinton na terça-feira no Estado, falou como escolhido do Partido Democrata para a disputa de novembro.

Nas seis horas que passou no Estado, ele criticou o candidato republicano, John McCain, por recusar apoio a um projeto democrata que amplia os benefícios educacionais para militares veteranos.

Embora a temporada de primárias só acabe em 3 de junho, Obama disse que na semana que vem irá a três Estados que serão estratégicos na votação de novembro: Missouri, Flórida e Michigan.

'Há uma eleição [primária] aqui amanhã', disse Obama no comício de Charleston. 'Estou extraordinariamente honrado por alguns de vocês me apoiarem. Mas entendo que muitos outros aqui na Virgínia Ocidental vão provavelmente apoiar a senadora Clinton.'

Obama usava um broche com a bandeira norte-americana, algo que habitualmente não faz -- o que atrai críticas de políticos que vêem nisso uma falta de patriotismo.

Hillary, que apesar das chances diminutas de vitória permanece na disputa, também fez campanha na Virgínia Ocidental e não deu sinais de desistir.

'Eu não faria isso se não acreditasse que posso ser a melhor presidente para a Virgínia Ocidental e para a América, e que eu sou a candidata mais forte para enfrentar John McCain no outono', afirmou ela em Logan.

As pesquisas locais dão mais de 20 pontos percentuais de vantagem para Hillary no Estado, que tem grande concentração de operários brancos -- um estrato habitualmente mais favorável à senadora.

Segundo levantamento da MSNBC, Obama lidera a contagem nacional de delegados para a convenção democrata, com 1.866 contra 1.703 para Hillary. Por essa conta, ele precisa conquistar mais 160 delegados. Há ainda 217 delegados a serem eleitos e cerca de 250 'superdelegados' que ainda não anunciaram seu voto. Na segunda-feira, mais quatro 'superdelegados' anunciaram apoio a Obama.

Visitando Flórida e Michigan na semana que vem, Obama tentará compensar o fato de não ter feito campanha ali nas primárias, porque esses Estados violaram as regras do partido e foram punidos com a perda dos respectivos delegados.

Mas ambos os Estados são importantes demais na eleição de novembro para que fiquem descobertos. 'Não vamos deixar que John McCain perambule mais por esses dois Estados sem ser desafiado', disse Bill Burton, porta-voz do comitê de Obama.

(Reportagem adicional de Chris Baltimore e Tim Gaynor)

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