Na véspera de debate, novos eleitores reforçam apoio a Obama

María Peña. Nashville (EUA), 6 out (EFE).- O período de registro no censo eleitoral para as eleições de novembro nos Estados Unidos termina hoje em muitos estados e, enquanto as novas inscrições parecem dar vantagem aos democratas, os dois candidatos à Casa Branca se preparam para o debate de amanhã.

EFE |

O republicano John McCain e o democrata Barack Obama enfrentarão seu segundo debate nesta terça-feira em Nashville e, enquanto o primeiro só deve participar de um ato eleitoral no Novo México, o segundo permanece em um hotel na Carolina do Norte se preparando para o evento.

O formato será muito diferente do primeiro debate, quando responderam às perguntas de um moderador. Agora será uma espécie de assembléia, na qual Obama e McCain responderão a perguntas do público e de eleitores pela internet.

Espera-se que a economia, o assunto que mais preocupa os eleitores segundo as pesquisas, seja o tema dominante após a aprovação na semana passada do plano de resgate do sistema financeiro e da forte queda registrada hoje nas bolsas mundiais.

Enquanto os candidatos preparam seu enfrentamento, as campanhas desdobram uma enorme atividade em numerosos estados onde hoje se encerra o censo eleitoral.

Entre esses estados estão alguns onde os candidatos aparecem praticamente empatados nas pesquisas e nos quais qualquer um deles pode sair vitorioso.

Os principais desses estados são Ohio, Pensilvânia, Virgínia, Flórida, Indiana e Colorado. Outros, como Califórnia, mantêm seus registros abertos até o próximo dia 20.

Porém, em todos eles parece haver um ponto em comum, uma avalanche de inscrição de novos eleitores, sobretudo de democratas.

Nos estados mais disputados, cerca de quatro milhões de pessoas se registraram no censo como novos eleitores, dentro de um grande movimento tanto de republicanos quanto de democratas para localizar cidadãos não-inscritos e persuadi-los a se tornarem eleitores de fato.

Segundo o diretor-executivo do Centro Eleitoral, Doug Lewis, que representa os escritórios eleitorais do país, se espera uma participação recorde, que poderia superar em muito os 177 milhões de eleitores que foram às urnas há quatro anos.

"Vai ser um tsunami", afirmou Lewis.

Na Flórida, segundo os dados oficiais, o número de democratas registrados é mais que o dobro de republicanos.

No Colorado e em Nevada a proporção é de quatro democratas para cada novo republicano, e na Carolina do Norte chega a seis para um.

Nesses estados, os eleitores declaram no censo sua afiliação política. Em outros, como Virgínia, isso não é declarado, mas a tendência parece ser a mesma, já que o maior número de novas inscrições se produziu em áreas de maioria democrata, especialmente no norte do estado.

Obama baseou parte de sua estratégia para conseguir a Presidência em registrar a maior parte possível de novos eleitores, especialmente jovens e pessoas desencantadas com o sistema, que em sua maioria tendem a se inclinar para o lado democrata.

No fim de semana, por exemplo, o cantor Bruce Springsteen fez um show gratuito na Filadélfia a favor de Obama, em que equipes de voluntários estavam disponíveis para registrar novos eleitores.

Segundo o diretor da campanha de Obama, Jon Carson, grande parte de seus esforços é para "proporcionar ao povo a informação necessária para participar".

Os republicanos também tentaram registrar simpatizantes e admitem que os democratas conseguiram mais novos eleitores, mas consideram que o mais importante é persuadir estes cidadãos a irem às urnas em 4 de novembro.

As últimas enquetes dão uma pequena vantagem a Obama, que segundo a média de pesquisas elaboradas pelo site RealClearPolitics está com seis pontos de vantagem em relação a McCain, ou 49,3% contra 43,3%.

EFE mp/ab/rr

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