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Na Turquia, Obama diz querer ampla aproximação com o mundo muçulmano

Ancara, 6 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou hoje uma mensagem de conciliação ao mundo muçulmano, ao qual afirmou buscar uma ampla aproximação baseada no respeito mútuo e nos interesses comuns.

EFE |

Em discurso perante o Parlamento turco em Ancara, Obama prometeu que os EUA "escutarão cuidadosamente, resolverão mal-entendidos e buscarão terreno comum".

Além disso, o presidente americano disse que seu país será "respeitoso" mesmo quando não concordar com alguma atitude e transmitirá sua "profunda apreciação pela fé muçulmana, que tanto fez ao longo dos séculos para melhorar o mundo", ressaltou Obama, lembrando que ele mesmo viveu em um país islâmico, a Indonésia.

Segundo o chefe de Estado dos EUA, o país apresentará uma série de programas nos próximos meses os quais demonstrarão seu compromisso "com um mundo melhor", em áreas como educação, saúde e comércio.

Obama destacou a importância da aliança com o mundo islâmico para derrotar o extremismo terrorista.

"Os Estados Unidos não estão em guerra com o Islã", ressaltou o presidente americano, no primeiro dia de uma visita à Turquia na qual procura criar laços com o mundo muçulmano e reparar as relações com um país que é um aliado estratégico, mas cujos contatos ficaram prejudicados por causa da Guerra do Iraque.

Obama assegurou que os EUA "apoiam firmemente" a candidatura turca à União Europeia, algo que permitiria "ampliar e fortalecer os alicerces da Europa novamente".

O presidente americano também pediu a ajuda da Turquia para resolver conflitos na região, como a divisão do Chipre e o conflito israelense-palestino, onde ressaltou que "ambas as partes devem cumprir seus compromissos, superar paixões que se arrastam há muito tempo e conseguir progressos rumo a uma paz duradoura".

Após reconhecer as diferenças que separaram EUA e Turquia após a invasão do Iraque, Obama também pediu ajuda turca para "pôr fim a essa guerra de maneira responsável", porque o futuro desse país árabe "é inseparável do da região".

Entretanto, o chefe de estado americano também solicitou à Turquia a normalização de suas relações com a Armênia, com quem mantém uma disputa sobre os massacres de armênios em 1915, ainda na época do Império Otomano, algo que Yerevan considera como genocídio e que Ancara nega taxativamente.

Obama também pediu à Turquia medidas mais fortes no terreno dos direitos humanos e afirmou que "direitos sólidos para as minorias permitem que as sociedades se beneficiem das contribuições de todos os seus cidadãos".

Após este discurso, o presidente americano se reunirá com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, antes de partir para Istambul, a segunda etapa de sua visita à Turquia. EFE mv/bba

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