Na Tunísia, Sarkozy se aproxima do Magreb, mas não fala de direitos humanos

Túnis, 29 abr (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante sua visita à Tunísia buscou se aproximar do Norte da África para enfrentar o dragão asiático, porém evitou fazer declarações a respeito dos direitos humanos surpreendendo as ONGs tunisianas.

EFE |

Recepcionado com honras dignas de um "amigo fiel", segundo a expressão dos dirigentes tunisianos, Sarkozy fez todo o possível para não ferir a disposição de seu anfitrião, Zine al-Abidine Ben Ali, com a polêmica relativa aos direitos humanos. Causando surpresa em ONGs tunisianas pela afirmação de que "o estado das liberdades progride", embora tenha dito depois que ele "não vinha para dar lições".

Apesar de ter declarado que o motivo de sua viagem não era comercial, Sarkozy presenciou a assinatura de um contrato relativo à venda de aviões "Airbus" para a companhia civil tunisiana de aviação, por um valor superior a 1 bilhão de euros. Além disso, a empresa francesa "Alstom" será responsável pela construção de uma nova central térmica no valor de outros 360 milhões de euros.

Durante um discurso em um hotel para 500 empresários dos dois países, Sarkozy os encorajou a se unirem para fazer do norte da África, junto à Comunidade Européia, um modelo de gestão econômica capaz de concorrer com o "dragão" asiático. O que provocou reações discrepantes já que os países do Magreb mantêm uma rivalidade permanente.

Sarkozy, também, elogiou a tecnologia nuclear francesa qualificando-a de "segura e moderna", ao oferecer à Tunísia um acordo de cooperação similar ao assinado com o Marrocos, Argélia e Líbia.

Além disso, foi assinado um acordo sobre fluxos cuja finalidade é a luta contra a emigração ilegal e abrir o mercado de trabalho francês a "tunisianos competentes", que receberão a oferta de vistos de longa duração. EFE mo/bm/plc

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