Na Polônia, Walesa rebate acusações de espionagem

Varsóvia, 9 jun (EFE).- O Prêmio Nobel da Paz de 1983 e líder do sindicato Solidariedade, Lech Walesa, afirmou hoje que apresentará queixa às autoridades contra aqueles que afirmarem que ele foi agente secreto durante o comunismo, e exigiu um pedido público de desculpas do presidente da Polônia, Lech Kaczynski, que se somou às acusações.

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"Escrevi uma carta ao presidente do país para exigir que ele se desculpe por suas afirmações ou teremos problemas", disse hoje Walesa, também ex-chefe de Estado polonês, em entrevista à emissora de rádio "RMF FM".

"Tudo isto é uma provocação", afirmou Walesa, que denunciará quem escrever ou afirmar que ele foi um espião comunista, inclusive os membros do conservador Partido da Lei e Justiça (PIS), dos gêmeos Kaczynski, com quem mantém más relações.

O presidente polonês também garante que Walesa recopilou informação para os serviços secretos do comunismo, o que despertou a ira do ex-chefe de Estado.

"Tudo isso é um disparate, um autêntico disparate, uma barbaridade", afirmou o ex-presidente. EFE nt/wr

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