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Na Pequim olímpica as imagens são valiosas até debaixo d água

À noite, quando as águas do Cubo de Pequim 2008 se acalmam, a vista é surpreendente: através do líquido cristalido podemos apreciar figuras negras recortadas contra o fundo turquesa da piscina, que vagarosamente percorrem a raia 4, ou a raia Phelps.

AFP |

Em tempos de segurança exacerbada, sempre máxima nos Jogos Olímpicos, poucas coisas surpreendem, mas, neste caso, se trata de François Marit e seus colegas, que colocam câmaras fotográficas submarinas para as provas do dia seguinte.

"Em geral eu as coloco à noite e, depois da sessão matinal, eu voltou para ajustá-las", explicou Marit, fotógrafo da AFP.

Esta particular história de balões de oxigênio e máscara em vez de coletes cheio de bolsos e tripé começou em Atenas 2004, onde Marit conseguiu instalar suas armas debaixo d'água.

"Em Atenas tínhamos um equipamento diferente, este é de aço inoxidável e permite a inclusão de uma lente grande", contou.

O fotógrafo encontrou uma empresa no sul da França chamada Extrem' Vision, que foi capaz de montar uma máquina que se parece com aqueles robôs que circulavam Marte há alguns anos.

"Há três meses criamos este aparelho com um zoom elétrico dentro, o que nos deu a possibilidade de nos aproximar, o que é bom porque nos permite ter uma foto com grande angular e a outra com teleobjetivas, tudo junto", explicou Marit, visivelmente satisfeito com a nova tecnologia. "O equipamento tem um motor que move o zoom".

O profissional conseguiu um acordo com a Nikon pelo qual a Extrem' Vision recebe uma câmara desta em troca de poder utilizar algumas fotos em suas publicidades.

"A Nikon tem interesse de ter uma câmara debaixo d'água. Eles fornecem um equipamento que permite utilizar todo tipo de sensibilidades, pode ter até 2.000 ISO (ASA)".

O mesmo acontece com a Extrem' Vision, e isso significa que o custo do protótipo não deve ser absolvido por um único sócio. O equipamento todo custa cerca de 30.000 euros (cerca de 44.000 dólares).

Apesar de pesar 5kg, a máquina é fácil de carregar na piscina. O equipamento tem uma plataforma que possui três válvulas para poder ser instalado com firmeza no fundo ou até numa das paredes da piscina.

Evidentemente, a raia preferida pelo fotógrafo para a instalação da máquina é a 4, onde nadam os atletas com os melhores tempos, em geral os mais famosos.

As imagens feitas pela máquina são enviadas a um computador portátil por médio de um cabo de transmissão.

"Com isso, eu tenho a imagem da câmara na tela do meu computador e também posso ajusta o foco por meio de um software da Nikon", contou Marit

As demais funções podem ser utilizadas graças a um controle, com quatro botões.

"Eu tiro umas 400 fotos por dia e envio de 10 a 20 fotos à mesa de edição", disse Marit, que está muito feliz com o equipamento: "ele é muito confiável, não entra água, embora tenha tido um probleminha nos conectores".

tlp/lm

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