Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Na ONU, Sarkozy ataca Rússia e Irã

Por Louis Charbonneau NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, alertou na terça-feira a Rússia contra o uso da força para resolver disputas - como na recente guerra contra a Geórgia - e deixou claro ao Irã que Paris vai se empenhar por mais sanções devido ao programa nuclear da República Islâmica.

Reuters |

"O que a Europa está dizendo à Rússia é que queremos laços com a Rússia, que queremos construir um futuro compartilhado com a Rússia, queríamos ser parceiros da Rússia", disse Sarkozy em discurso na Assembléia Geral da ONU.

"A Europa também está dizendo à Rússia que não pode comprometer o princípio da soberania e independência dos Estados, sua integridade territorial ou o respeito pelo direito internacional", acrescentou Sarkozy, que preside a União Européia neste semestre.

A Rússia invadiu a Geórgia no mês passado para rechaçar uma tentativa georgiana de reconquistar militarmente a república separatista da Ossétia do Sul, um protetorado de Moscou.

Sarkozy mediou o fim do conflito, mas a UE e os Estados Unidos criticaram duramente Moscou pela reação supostamente exagerada à iniciativa da Geórgia, um país aliado do Ocidente e candidato à Otan.

"A mensagem da Europa a todos os Estados é de que ela não pode aceitar a força para resolver uma disputa", acrescentou o presidente francês.

Ele disse ainda que a UE nunca aceitará que o Irã tenha armas nucleares, "pois isso ameaçaria a paz e a estabilidade de uma região inteira, nem poderá tolerar que o Irã pleiteie a destruição de...Israel."

Sarkozy disse a jornalistas que a França apóia totalmente uma quarta rodada de sanções contra o Irã por sua recusa em abdicar das atividades de enriquecimento de urânio - que Teerã diz ser pacíficas. O presidente admitiu, porém, que a Rússia pode dificultar a adoção dessas medidas.

Sarkozy prometeu não abandonar o Afeganistão nem permitir "que o Taliban aliado à Al Qaeda volta a fazer um povo como refém e transformar todo um país em uma base terrorista".

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG